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Marcola tem outros 6 codinomes; foragida era repórter de TV -

Alexandre Hisayasu, Bruno Ribeiro, Marco Antônio Carvalho | Estadão Conteúdo
Por Alexandre Hisayasu, Bruno Ribeiro, Marco Antônio Carvalho | Estadão Conteúdo
| Atualizada em

Líder máximo do Primeiro Comando da Capital (PCC), Marco Willians Herbas Camacho, de 48 anos, teria outros seis codinomes usados para transmitir ordens nas comunicações da facção, segundo o relatório produzido pela Polícia Civil na Operação Ethos. Ele seria chamado também de Amigo 1013, Boy, Playboy, 40 e ainda Narigudo e Ladrão de Oxigênio.

Em uma das comunicações flagradas pela Polícia Civil enviadas a Marcola e ao preso Antonio José Muller Júnior, de 50 anos, o Granada, um dos advogados relacionados ao esquema pede mudanças na forma de receber seus pagamentos. Ele temia que a polícia descobrisse que ele recebia da facção.

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As planilhas de controle da facção chegam a detalhar atendimentos médicos que os líderes do PCC recebiam por meio do esquema. Marcola teria feito uma consulta em agosto de 2015, segundo esses controles. "Vale a menção acerca de um esquema envolvendo médicos e dentistas da região de Presidente Prudente, também relatados pelas investigações policiais, que podem estar envolvidos em crimes de lavagem de capitais, especialmente quando recebem quantias incompatíveis com simples procedimentos médicos", diz o relatório, que cita o pagamento de R$ 81 mil a um médico, em caso um investigado paralelamente.

Foragida

Cinco das 54 pessoas identificadas nas investigações ainda estão foragidas e tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça. Uma delas é Luana de Almeida Domingos, de 29 anos, inscrita na subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) da Lapa, zona oeste de São Paulo. A advogada atuou também como repórter no programa Superpop, da RedeTV!, entre 2012 e 2015. No relatório da Polícia Civil, ela figura como uma das defensoras encarregadas de transmitir os recados dos líderes para os operadores do PCC em liberdade.

O escritório do criminalista Antônio Cláudio Mariz de Oliveira, que a defendia, informou que renunciou ao caso. O Estado não conseguiu localizar seu novo defensor.

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