BRASIL
Moraes nega pedido da PGR para anular decisão contra empresários
Ministro afirmou que a manifestação foi feita após os cinco dias do prazo


O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, decidiu recusar o pedido da Procuradoria Geral da República para anular as decisões contra o grupo de empresários que defenderam golpe de Estado em possível vitória de Lula.
O pedido foi enviado pela vice-procuradora-geral da República Lindôra Araújo, que alegou inconstitucionalidades e ilegalidades na investigação.
“No caso concreto, pelo momento em que foi feita a busca e apreensão, no mesmo dia da instauração da investigação, sem qualquer suporte probatório anterior como já referido, verifica-se a total invasão de privacidade de uma conversa aleatória entre cidadãos, a configurar o ato impugnado uma espécie de polícia de pensamento característica de regimes autoritários”, escreveu Lindôra.
Ela afirma ainda que as medidas foram desproporcionais e que as provas foram colhidas ilegalmente, e, portanto, são nulas.
O ministro afirmou que a manifestação foi feita após os cinco dias do prazo previsto no regimento interno do Supremo.
“Processualmente, não importando, com todo respeito, se a referida autoridade não se encontrava em seu gabinete naquele momento”, escreveu Moraes.
Confira a lista dos empresários alvos da operação.
Afrânio Barreira Filho, 65, dono do Coco Bambu;
Ivan Wrobel, dono da W3 Engenharia;
José Isaac Peres, 82, fundador da rede de shoppings Multiplan;
José Koury, dono do Barra World Shopping;
Luciano Hang, 59, fundador e dono da Havan;
Luiz André Tissot, presidente do Grupo Sierra;
Marco Aurélio Raymundo, conhecido como Morongo, 73, dono da Mormaii;
Meyer Joseph Nigri, 67, fundador da Tecnisa.