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PROJETO DE LEI

Mulher vítima de violência pode receber R$ 5 mil para comprar armas

Projeto de lei controverso causou embate entre vereadores e prefeitura

Edvaldo Sales

Por Edvaldo Sales

28/03/2026 - 12:11 h

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Projeto de lei controverso causou embate entre vereadores e prefeitura
Projeto de lei controverso causou embate entre vereadores e prefeitura -

Um projeto de lei aprovado por unanimidade na Câmara Municipal de Goiânia gerou um embate entre os políticos goianos e a prefeitura da cidade em relação ao combate ao feminicídio.

De autoria do vereador Major Vitor Hugo (PL), ex-líder do governo Bolsonaro na Câmara dos Deputados, o projeto institui um conjunto de medidas para mulheres vítimas de violência, incluindo assistência psicológica, orientação jurídica e incentivo à participação em cursos de defesa pessoal.

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Porém, o detalhe que chama mais atenção é que a proposta prevê treinamento em segurança e a possibilidade de compra de arma de fogo de uso permitido, após o cumprimento de etapas prévias não letais. O auxílio para a compra do armamento é de R$ 5.000.

Projeto estabelece ajuda financeira em quatro situações:

  • Cursos de defesa pessoal ou artes marciais;
  • Compra de spray de pimenta (até R$ 400);
  • Em outra etapa as mulheres podem receber R$ 1.200 para compra de dispositivo eletrônico, como taser de choque;
  • Vítimas podem recorrer ao valor de R$ 5.000 para compra de arma de fogo;

“Este projeto de lei vai ao encontro da necessidade que temos no Brasil de combater a violência contra a mulher, um problema gigante”, declarou o vereador Major Vitor Hugo.

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Embate entre vereadores e prefeitura

Os trechos que discorrem sobre compra de armas e o financiamento foram os motivos do embate com o prefeito Sandro Mabel (UB). O chefe do Executivo municipal vetou partes do projeto e devolveu o texto aos vereadores.

Foram barrados os dispositivos relacionados à gestão orçamentária, à compra de armas e ao uso de fundos municipais, além dos pontos que tratavam da escala progressiva de proteção e do monitoramento do programa, considerados como invasão de competências do Executivo.

O veto recebeu justificativa baseada em um parecer da Procuradoria-Geral do Município, que apontou três problemas principais no projeto:

  • Vício de iniciativa, já que a proposta cria despesas e define ações que caberiam ao Executivo
  • Inconstitucionalidade financeira, por prever gastos sem estudo de impacto orçamentário
  • Competência da União, pois trata de regras sobre armas e dispositivos de defesa, tema de legislação federal.

Agora, os vereadores avaliam derrubar os vetos do prefeito e promulgar o projeto de lei em Goiânia.

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Tags:

feminicídio Vioência contra a mulher

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