JUSTIÇA
Sara Freitas: pena de Ederlan pode ser a maior em feminicídio na história do Brasil
Envolvidos no crime foram condenados nesta quarta-feira, 26, mais de dois anos após o assassinato

Os envolvidos na morte da cantora gospel Sara Freitas foram condenados na noite desta quarta-feira, 25, mais de dois anos após o crime. Ao portal A TARDE, o advogado de acusação, Rogério Matos, comemorou o resultado e afirmou que essa foi a maior pena de feminicídio na história do Brasil.
"Não tem ninguém com pena superior que essa, nem a própria Maria da Penha, o marido conseguiu uma pena dessas. A gente imaginava que seria uma pena altíssima, porque realmente foi o pior crime de feminicídio na história do país, então é proporcional", explicou, citando o caso que nomeia a lei 11.340/2006.
Confira as penas
- Ederlan Santos Mariano - 34 anos e 5 meses de reclusão. Ele era o marido da vítima e apontado como mentor do crime;
- Victor Gabriel Oliveira Neves - 33 anos e 2 meses anos. Sua participação consistiu em segurar a vítima enquanto ela era esfaqueada;
- Weslen Pablo Correia de Jesus (Bispo Zadoque) - 28 anos e 6 meses. No crime, ele teria sido o responsável por esfaquear a cantora.
A ação penal era composta por quatro acusados, sendo que um deles, Gideão Duarte de Lima, já foi condenado em 2025, por atrair a vítima à emboscada.
Segundo Rogério, Dolores Freitas, mãe de Sara, está feliz com o resultado do julgamento, principalmente comparando a pena do primeiro condenado.
"A mãe está extremamente satisfeita porque é o seguinte, o Gideão tinha pego 20 anos e 4 meses, então quando ela viu a condenação, ela ficou bem satisfeita", explicou.
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Próximos passos
O resultado desta quarta-feira, 25, ocorreu após o Conselho de Sentença se reunir ao final dos debates para proferir a sentença.
Agora, ps condenados seguem custodiados para a aplicação dos encaminhamentos cabíveis. No entanto, é possível que a defesa recorra à decisão.
"Agora eles vão fazer execução provisória da pena, provavelmente vão mudar a área lá dentro. Não sei se a defesa vai recorrer, provavelmente deve recorrer, mas eu não vejo nada que possa modificar isso, porque não houve nenhuma nulidade, não houve nenhum problema, nenhuma intercorrência no julgamento, ocorreu tudo na normalidade, então não há possibilidade de se modificar isso", enfatizou.
Relembre o crime
O crime ocorreu em 24 de outubro de 2023, na entrada do Povoado Leandrinho, no município. De acordo com a denúncia do Ministério Público, Sara foi morta com extrema violência. Ela teria sido atraída com um falso convite para participar de um evento religioso e executada com 22 golpes de faca.
O corpo foi posteriormente ocultado e queimado. As investigações indicam que o trio agiu de forma organizada, com divisão de tarefas e motivado por promessa de recompensa financeira e interesses relacionados à carreira artística de um dos envolvidos.
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