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'O que vimos é gravíssimo', diz sociólogo e ex-secretário de Segurança do DF

Marco Antônio Carvalho | Estadão Conteúdo
Por Marco Antônio Carvalho | Estadão Conteúdo
| Atualizada em

Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, o sociólogo e ex-secretário de Segurança do Distrito Federal Arthur Trindade avaliou a situação da Segurança no Brasil. Um dos temas discutidos foi a militarização da polícia. Veja abaixo:

1. Apesar da proibição, paralisações de policiais se repetem. Como pará-las?

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A primeira pergunta que temos de fazer é - e já está passando da hora - se as polícias querem ser militares ou não. Se são, gozam de uma série de benefícios, como idade para aposentadoria bem menor, promoções, etc. Mas, como militares, também não podem fazer greve. O que vimos é gravíssimo e demanda que o Ministério Público Militar aja de modo rápido e incisivo, com atos que depois não sejam anistiados. Sem regulação, se torna uma greve selvagem.

2. Como isso afeta na prática o desenvolvimento das políticas públicas?

As greves acabam sendo fundamentais para toda a segurança pública. Escolhe-se comandantes-gerais e se adota planos na área com a preocupação de evitar as paralisações.

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