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Policiais do Rio são presos por simular operação para roubar e extorquir

Clarissa Thomé | Estadão Conteúdo
Por Clarissa Thomé | Estadão Conteúdo
| Atualizada em

Um grupo de policiais civis e militares foi preso nesta terça-feira, 13, por simular operações policiais para praticar roubos e extorsões. Eles se faziam passar por agentes da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco). De sete mandados de prisão, seis foram cumpridos na Operação Stelio. O grupo é acusado de organização criminosa, extorsão, roubo e falsidade ideológica, coação, e violação de sigilo funcional.

A investigação sobre a atuação do grupo começou a ser feita pela Draco após denúncias de pessoas que foram extorquidas. Os policiais civis e militares apresentavam falsos mandados de busca e apreensão e vasculhavam as residências de suspeitos. Por fim, exigiam dinheiro e joias.

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Em 13 de setembro, uma vítima foi abordada na saída de casa, em Itaipu, na região oceânica de Niterói. A pessoa foi algemada enquanto sua casa era "revistada". Após a suposta operação, policiais levaram um carro, 13 relógios, roupas, computador e dinheiro. Dias depois, a vítima voltou a ser procurada e ameaçada para que fornecesse o documento para a transferência de titularidade. O grupo estaria se preparando para extorquir traficantes que atam em São Gonçalo, no Grande Rio.

Os policiais foram denunciados à Justiça pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público. A operação teve apoio da Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Segurança, da Draco e das corregedorias unificadas das Polícias Civil e Militar.

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