BRASIL
Rebelados mantêm 22 reféns em penitenciária de Valparaíso, SP

Detentos se rebelaram e fizeram 29 agentes penitenciários reféns hoje, por volta das 11h, na Penitenciária de Valparaíso, a 585 quilômetros de São Paulo. Quatro presos do pavilhão 2, armados, aproveitaram um encontro com a direção do presídio para tomar reféns, pegar as chaves das celas e soltar os companheiros dos outros pavilhões. Logo depois iniciaram um quebra-quebra, que destruiu praticamente todas as dependências do presídio.
Até as 18h50 os amotinados mantinham 22 reféns. Por volta das 16 horas, um dos reféns foi solto em troca de atendimento médico para um dos detentos. Às 18h40, os detentos liberaram mais seis reféns em troca do fornecimento de gás, que assim como de água e energia elétrica, fora suspenso quando o motim teve início. Até aquele momento não havia notícias de feridos.
As negociações começaram as 13 horas e até as 19 horas não havia qualquer expectativa de acordo entre a direção do presídio e os amotinados, informou o coordenador dos Presídios do Oeste Paulista, José Reinaldo Santos. De acordo com Santos, a principal dificuldade está no fato de que os detentos não fazem qualquer reivindicação.
"Eles não estão fazendo as reivindicações costumeiras nesses casos e o motim não começou com uma fuga frustrada. Foi uma tomada mesmo", disse. Por isso, a previsão, segundo Santos, era de que as negociações, que estão sendo acompanhadas por representante da Pastoral Carcerária, deveriam continuar pela noite adentro. A penitenciária estadual, que tem capacidade para 792 homens, abriga atualmente 1.161 detentos.