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Rival do Ifood estreia no Brasil com queixas e na mira da polícia

Primeiros dias foram marcados por bloqueios automáticos de entregadores e críticas ao modelo de terceirização

Victoria Isabel
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A empresa desembarcou no país prometendo investir R$ 5,6 bilhões
A empresa desembarcou no país prometendo investir R$ 5,6 bilhões - Foto: Divulgação/Keeta

A chegada do aplicativo de delivery Keeta ao Brasil, controlado pela gigante chinesa Meituan, começou com polêmicas. Em pouco mais de uma semana de operação-piloto em São Paulo, o serviço acumula reclamações de entregadores, protestos nas ruas e uma investigação policial por suposta espionagem industrial.

A empresa desembarcou no país prometendo investir R$ 5,6 bilhões e desafiar o domínio do iFood, que concentra mais de 80% do mercado de entregas. No entanto, os primeiros dias foram marcados por queixas de pagamentos baixos, bloqueios automáticos de entregadores e críticas ao modelo de terceirização adotado pela companhia.

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Entregadores afirmam que as taxas por entrega ficaram abaixo das expectativas e que o aplicativo chegou a permitir que clientes pedissem a suspensão de profissionais, sem aviso prévio. Após a repercussão, a Keeta informou que o recurso foi “brevemente testado” e já foi desativado.

Outro ponto de controvérsia é o sistema de Operadores Logísticos (OLs), no qual empresas terceirizadas contratam motoboys e ciclistas para definir turnos, rotas e pagamentos. O Ministério Público do Trabalho (MPT) vê esse modelo como uma forma de terceirização irregular, já que impõe metas e horários sem conceder direitos previstos na CLT.

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Em nota ao UOL, a Keeta alegou que 60% dos entregadores atuam de forma independente e que as taxas pagas seguem o padrão de mercado, R$ 7,50 por entrega para motociclistas e R$ 7 para ciclistas, com bônus de R$ 5 oferecido no lançamento. A empresa disse ainda monitorar o “cenário econômico local” para ajustar a remuneração conforme necessário.

Espionagem corporativa

Um episódio de suposta espionagem corporativa marcou a estreia da Keeta no Brasil. A Polícia Civil de São Paulo investiga um grupo de pelo menos oito pessoas suspeitas de se passarem por funcionárias da empresa para acessar sistemas internos de restaurantes e fotografar telas com dados sigilosos, como contratos, prazos e taxas.

De acordo com a Folha de S.Paulo, o caso é apurado sob suspeita dos crimes de falsa identidade e concorrência desleal.

Em nota, a Keeta afirmou que os suspeitos tentavam obter informações estratégicas de negócios e que a companhia não tem relação com os fatos, estando à disposição das autoridades e colaborando com as investigações.

Keeta x 99Food

A estreia conturbada ocorre em meio a uma disputa judicial com a rival 99Food, que retomou operações no Brasil em 2025. A Keeta acusou a concorrente de concorrência desleal, alegando que ela teria firmado acordos de exclusividade com restaurantes para bloquear novos contratos.

Em decisão de outubro, o Tribunal de Justiça de São Paulo considerou essas cláusulas ilegais e determinou sua remoção. A 99Food negou irregularidades e afirmou que os acordos de “exclusividade parcial” são necessários para proteger seus investimentos em um mercado dominado pelo iFood.

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Delivery entregadores ifood investigação policial Keeta

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