DESPEDIDA
"STF manter-se-á vigilante", diz Fux na última sessão como presidente
Ele chegou ao Supremo há 11 anos, indicado pela então presidente Dilma Rousseff


O ministro Luiz Fux afirmou nesta quinta-feira, 8, que tem a "sensação de dever cumprido". A declaração foi feita na sessão que marca o fim do seu mandato como presidente do Supremo Tribunal Federal.
Fux afirmou que sua gestão foi "impermeável a provocações" e que está "ávido por novos desafios".
“Nesse processo de inflexão e de reflexão, mas também de reação e de reconstrução, e mesmo em face das provocações mais lamentáveis, esta Corte jamais deixou de trabalhar altivamente, impermeável às provocações, para que a Constituição permanecesse como a certeza primeira do cidadão brasileiro, o ponto de partida, o caminho e o ponto de chegada das indagações nacionais”.
Ele exaltou a produtividade e o impacto social do STF e do Poder Judiciário e a atuação institucional do Supremo durante a pandemia.
“Dia-pós-dia, no exercício de nossa função, onde havia hostilidade, construímos respeito; onde havia antagonismo, estimulamos cooperação; onde havia fragmentação, oferecemos o diálogo; e onde havia desconfiança, erguemos credibilidade”, disse o ministro, que em seguida direcionou o discurso à sucessora.
“A serenidade e a firmeza, o que são marcas inerentes a Vossa Excelência, magistrada de carreira, magistrada notável, que certamente as suas qualidades se transmutarão em inúmeros avanços e benefícios –tanto para esta Corte, como para o nosso país”.
"O certo é que, seja nos dias de calmaria, seja nas turbulências ínsitas a qualquer regime democrático, este edifício de concreto e colunas anguladas que é a Suprema Corte do Brasil mantém-se e manter-se-á aberto, operoso e vigilante".
Ele chegou ao Supremo há 11 anos, indicado pela então presidente Dilma Roussef, e será substituído pela ministra Rosa Weber na segunda-feira, 12.