ASSASSINATO BRUNO E DOM
Viúva de Bruno Pereira critica Bolsonaro e atuação do Exército
Para Beatriz, as autoridades envolvidas nas buscas foram "insensíveis" com a família do indigenista


A antropóloga Beatriz Matos, viúva de Bruno Pereira, assassinado a tiros, em 5 de junho, criticou a atuação do Exército Brasileiro, além das declarações do presidente Jair Bolsonaro (PL), e do presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), Marcelo Xavier, nas buscas por seu marido e pelo jornalista britânico Dom Phillips, também vítima de homicídio.
O indigenista e o jornalista britânico desapareceram no início de junho durante uma viagem de barco no Vale do Javari, no Amazonas. Em entrevista ao jornal O Globo, a antropóloga questionou que as falas do chefe do Executivo Nacional e do chefe da Funai foram "aviltantes", e afirmou que as autoridades envolvidas nas buscas foram "insensíveis" com a família de Bruno Pereira.
"Houve uma inatividade total do governo. Teve aquela nota Exército que estariam esperando permissão para agir, e só começaram um plano de ação quatro dias após o desaparecimento", afirmou Matos.
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Ainda segundo Beatriz, os indígenas do Vale do Javari, foram os responsáveis pelo início das primeiras buscas do seu esposo e do jornalista Dom Phillips.