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CADERNO 2

Margareth Menezes sobe ao palco do TCA com show "Eletroacústico"

Cantora se apresenta trabalho no palco principal dentro do projeto "Domingo no TCA"

Victor Hernandes*
Por Victor Hernandes*
| Atualizada em
“Esse show é um passeio por músicas que têm me trazido reflexões”, diz a cantora
“Esse show é um passeio por músicas que têm me trazido reflexões”, diz a cantora - Foto: Divulgação | José de Holanda

A voz potente de Margareth Menezes chega para ecoar no palco do Teatro Castro Alves (TCA), este final de semana, com Eletroacústico, show em que a cantora interpretará canções marcantes de sua história musical. A apresentação, que acontece amanhã, às 11h, faz parte do Domingo no TCA, um projeto que realiza espetáculos com preços bem mais acessíveis – R$ 1,00 (inteira); R$ 0,50 (meia).

A apresentação tem um formato diferente e promete contemplar reverberações de diferentes artistas da música brasileira e mundial. De acordo com Margareth, Eletroacústico carrega muito de sua essência e influência rítmica.

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“O show já tem meu DNA. Sempre achei muito cafona essa caixinha que tentaram colocar no artista da minha geração como se não pudéssemos fazer outras conexões rítmicas, mas eu sempre fiz. Qual o problema em reconhecer as grandes colaborações que os artistas, músicos, arranjadores, percussionistas e compositores negros já trouxeram e trazem para a música brasileira urbana?”, pergunta Menezes.

O repertório contará também com grandes clássicos da cantora baiana, e também músicas de Autêntica, seu último projeto, indicado ao Grammy Latino, em 2020. Minha Diva, Minha Mãe, Quererá e Capoeira Mundial são algumas das canções do álbum que estarão presentes.

“Nesse show, eu cantarei diversas músicas e, com certeza, os sucessos de minha carreira estarão presentes, a exemplo de Canto Pra Subir, Vou Mandar, Marmelada, Alegria da Cidade, entre outras. Também músicas do meu projeto mais novo, o Autêntica”, afirma a cantora.

A artista pretende ainda interpretar algumas composições que lhe fazem refletir sobre a vida. Alguns trabalhos de cantores mais consagrados e outros de artistas mais novos.

“Esse show será um passeio por músicas que estou cantando e que têm me trazido reflexões bem interessantes sobre minha trajetória. Trarei algumas composições minhas, já gravadas, e músicas de outros artistas, inclusive da nova geração, como Luedji Luna, Martins, Baiana System. Também cantarei Roberto Mendes, Lazzo, Gerônimo, Carlinhos Brown, entre outros”, detalha Margareth.

Estilos e sonoridades

Em mais de 30 anos de carreira, Margareth mantém, como marca de seus shows, uma diversidade rítmica e de formatos de apresentações.

“Eu tenho vários formatos de show há algum tempo. Tenho o projeto com a banda completa, que é o AfroPop, o formato quarteto, com o show Rebeldia Nordestina, um formato voz e violão, e o Eletroacústico em que sou acompanhada por três músicos”, diz a cantora.

O show de amanhã terá ainda um auxílio luxuoso na sonoridade. Além de ser acompanhada por três instrumentos, a artista terá a percuteria - junção de bateria e percussão - em um formato mais completo e conectado com a apresentação.

“Já faço essa sonoridade há muito tempo, inclusive a percuteria foi criada por Marquinhos Lobo para uma turnê internacional que fiz em 2002. Nesse show, sou acompanhada por três instrumentistas, um no baixo, outro na bateria, e um na guitarra e sampler, que já faz parte do conceito sonoro do meu trabalho há anos”, conta a baiana.

Margareth é dessas artistas que gosta de explorar os recursos rítmicos construídos no decorrer de sua trajetória. “A estética do meu trabalho é essa, a diversidade de possibilidades. A inquietação musical sempre foi uma característica minha. O meu entendimento de fazer e viver de música passa por essa dinâmica de me provocar enquanto artista, isso me traz contemporaneidade. Sobre o show ser um verdadeiro espetáculo, penso que isso é o espectador que diz”, pontua a artista baiana.

“Afro pop é esse legado, uma grande fonte de referência para a identidade da música pop brasileira. Graças a Deus, a nova geração de artistas negros e negras está aí, trazendo e defendendo novas tendências afro afirmativas e com representatividade potente e consciente. E, nesse mesmo movimento, o trio e a axé music também continuam vivos, é a música de rua que não passará nunca”, celebra a vocalista.

Sentimentos

Este domingo marca também o retorno da artista aos palcos do TCA. Foi no Castro Alves que a cantora celebrou 30 anos de carreira com uma exposição. Era o ano de 2018. La Menezes carrega também a marca de ser a artista que mais se apresentou na Concha Acústica. Entusiasta desse templo da cultura baiana, Margareth se orgulha de se apresentar sempre por lá.

“Graças a Deus, já fiz várias apresentações na sala principal do Castro Alves e esse palco para mim é muito especial. Tenho uma história afetiva com ele porque foi o primeiro palco que pisei na minha vida, ainda como estudante. Essa história também estará no livro que pretendo lançar sobre minha carreira”, destaca a cantora.

Amanhã, Margareth ocupa o palco em boa companhia. “Estarei ao lado de um trio de músicos maravilhosos, capitaneado pelo grande baterista e produtor Tito Oliveira, também diretor musical, além do violonista, guitarrista e arranjador Alex Mesquita, e o grande baixista Nelmário Marques com a sonoridade de samplers devidamente adaptada para o show”, finaliza.

Os ingressos começam a ser vendidos duas horas antes do início do show e somente na bilheteria do TCA.

*Sob a supervisão do editor Eugênio Afonso

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