PREVENÇÃO DE ACIDENTES
Carnaval 2027 em revisão: capacidade máxima e bloqueios entram no debate
Especialista sugere regras para evitar superlotação

Com o encerramento do Carnaval de 2026, episódios de superlotação e tumulto em grandes cidades reacenderam o debate sobre a segurança em eventos de massa. Em Salvador, foliões foram pisoteados durante a pipoca da cantora Anitta no circuito Dodô (Barra/Ondina), na sexta da folia.
Já em São Paulo, uma confusão na Rua da Consolação terminou com atendimentos no local e motivou a abertura de apuração pelo Ministério Público, após o encontro de megablocos provocado por atrasos.
Para a especialista em eventos corporativos Monique Fonseca, situações como essas costumam ocorrer quando faltam pilares básicos, como organização de fluxo, definição de rotas de fuga e planejamento detalhado. Segundo ela, grandes eventos precisam ser estruturados com estratégias claras de entrada, circulação e saída, compatíveis com o espaço e o público estimado. A falha mais recorrente, aponta, acontece quando o gradeamento cria áreas cercadas sem alternativas reais de escape em caso de emergência.
“Dá para cercar a área, mas as rotas de fuga precisam ficar livres. O gradeamento tem que permitir a passagem de bombeiro e ambulância em caso de emergência, por exemplo”.
Leia Também:
Como prevenir
A especialista aponta duas medidas capazes de evitar o chamado efeito dominó em situações de tumulto, especialmente no Carnaval 2027:
Capacidade com regra clara: "Chegou ao limite, fecha o acesso. Não entra mais ninguém. É duro, mas evita crise e acidente”.
Cronograma técnico minuto a minuto: Monique recomenda a elaboração de um plano de contingência aliado a uma programação cronometrada, organizando deslocamentos, montagem, testes, atendimento à imprensa e dispersão. “Você fecha o horário de cada etapa do dia e reduz o improviso quando o cenário muda”.
Sete medidas para reduzir riscos em grandes eventos
1 - Mapa de fluxo: planejamento de entrada, circulação, dispersão e saída, com rotas sinalizadas e equipes alinhadas ao mesmo protocolo.
2 - Rotas de fuga livres: corredores desobstruídos para bombeiros e ambulâncias, sem gargalos ou bloqueios por grades.
3 - Capacidade controlada: definição de limite técnico por área, ponto de corte, plano de bloqueio e comunicação clara ao atingir o máximo permitido.
4 - Logística para evitar cruzamento de multidões: organização de janelas de chegada e saída, espaçamento entre atrações e trajetos que impeçam encontros em vias estreitas.
5 - Comando único no dia do evento: liderança com autonomia para interromper atividades, redirecionar o público e acionar planos de contingência.
6 - Plano de contingência estruturado: programação detalhada, organizada minuto a minuto.
7 - Comunicação eficiente no local: orientações objetivas, pontos de apoio visíveis e mensagem unificada em caso de risco, com canal direto de informação ao público.
Siga o A TARDE no Google Notícias e receba os principais destaques do dia.
Participe também do nosso canal no WhatsApp.
Compartilhe essa notícia com seus amigos
Siga nossas redes




