CARNAVAL
Delegada-geral reforça operação contra crimes sexuais no Carnaval
Heloísa Brito disse que serão quase 3 mil policiais nas ruas
Por Bernardo Rego e Bruno Dias

A delegada-geral da Polícia Civil, Heloísa Brito, participou na manhã desta quarta-feira, de uma coletiva de imprensa, que aconteceu no Centro de Cultura Cristã, no bairro do Costa Azul, onde detalhou a operação da polícia durante o Carnaval.
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Segundo ela, serão quase 3 mil servidores atuando em 33 postos e dois circuitos. "Dentre as inovações estão o serviço de investigação de local de crimes, ou seja, qualquer mulher que tenha atentado contra sua dignidade sexual, consumado ou tentado, a gente vai ter essa equipe para ir até o local, arregimentar provas, pegar testemunhas e principalmente acolher vítimas em um trabalho muito mais rápido, facilitando todo o processo de investigação e consequentemente na prisão do responsável. E paralelo a isso, nós criamos também a Operação Quitérias, que é a operação onde os nossos policiais estarão usando uma camisa lilás e eles vão acompanhar as nossas mulheres que estejam em locais mais ermos, como banheiros, na dispersão do circuito, orientando e acolhendo para que elas saiam do circuito com segurança, mas para além disso também, esses policiais estarão dando cumprimento a 300 mandados de prisão que existem abertos de agressores de mulheres, ou seja, pessoas que cometeram algum tipo de agressão contra as nossas mulheres, que têm um mandado de prisão, nós estaremos também dando cumprimento a esses mandados no período do Carnaval", detalhou Heloísa.
Operação Abadá
Heloísa Brito também comentou a respeito de uma operação que prendeu um jovem de classe média que atuava na compra de abadás com cartões clonados. Segundo ela, os crimes a mão armada diminuíram e agora as pessoas têm migrado para o meio digital, onde acontece o estelionato ao aplicar golpes.
"Nós estamos monitorando o que acontece não só no mundo digital, mas também com as nossas interceptações telefônicas. Nós monitoramos se os indivíduos marcam para fazer algum tipo de encontro nos nossos circuitos. E a partir daí, junto com a ação da Polícia Militar, fazemos um trabalho de prevenção. Nós temos observadores espalhados em todos os circuitos que passam as informações para os nossos mensageiristas. O que é isso? Equipes que recebem informação de que tem um indivíduo provavelmente cometendo crime em tal local ou agindo, se juntando para cometer pequenos crimes ou agressões físicas. E aí nós acionamos nossas equipes descaracterizadas. São 300 policiais por dia espalhados nos dois circuitos e eles vão e conseguem fazer essa abordagem. [...] A chegada dos nossos investigadores, utilizando roupas de festa com shorts, camisetas, ou seja, como um folião, faz com que a gente consiga chegar mais efetivamente e fazer essa prisão", concluiu.
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