CARNAVAL
Montagem do Carnaval 2026 já impacta a rotina na Barra e no Campo Grande
Barra, Campo Grande e Pelourinho já vivem o impacto

Por Grazy Kaimbé*

Salvador já iniciou a montagem das estruturas físicas do Carnaval 2026 nos principais circuitos da festa: Dodô (Barra-Ondina), Osmar (Campo Grande) e Batatinha (Pelourinho). A movimentação envolve camarotes, arquibancadas, postos de serviços, plataformas para ambulantes e áreas operacionais de órgãos públicos, impactando gradualmente o trânsito, o uso dos espaços urbanos e a rotina de moradores.
Segundo a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano (Sedur), a fiscalização das estruturas começou no mesmo período das montagens, que ocorre desde o mês passado. O coordenador de Fiscalização, Everaldo Freitas, afirma que todas as obras são acompanhadas desde o início. “Existe uma preocupação em verificar se as estruturas estão obedecendo à locação prevista no master plan, construído a partir de estudos com todos os órgãos. O objetivo é garantir segurança ao folião”, detalha.
O trabalho da secretaria é integrado a outras instâncias, como a Transalvador, a Defesa Civil, o Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar, entre órgãos municipais e estaduais. Do ponto de vista da mobilidade, a Transalvador informa que as mudanças no trânsito, neste momento, são pontuais e parciais e neste momento se concentram na Barra-Ondina e no Campo Grande.
“As alterações ocorrem com redução de faixas, restrições temporárias de estacionamento e ajustes na carga e descarga (apenas em dias específicos). As interdições totais ficam para fases mais avançadas e são previamente divulgadas”, afirma o superintendente da Transalvador, Diego Brito.
Quem frequenta a região já percebe mudanças, mesmo que pequenas. O consultor técnico João Oliveira, que costuma caminhar pelo circuito, relata impactos pontuais. “ Isso acontece por causa das calçadas e das estruturas quando chegam, dependendo também do horário. A movimentação de carros pode atrapalhar. Se eles mantiverem um espaço onde as pessoas continuem tendo bem-estar, caminhando tranquilamente, não vejo problema”, diz.
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Circulação
“Tá difícil caminhar aqui na orla, principalmente quando chega em Ondina. Tem poucas passagens e mistura motorista, pedestre e ciclista no asfalto”, conta Marina Gualberto, moradora da Barra.
Sobre reclamações envolvendo pedestres e ciclistas, Brito diz que as demandas são apuradas em campo. “Quando identificamos irregularidades ou riscos, exigimos ajustes, como liberação de passagens seguras e melhoria da sinalização. A prioridade é garantir o direito de ir e vir”, destaca.
Com a montagem há restrições temporárias de estacionamento, especialmente na Avenida Oceânica, no entorno do Farol da Barra e próximo à Praça Castro Alves. A carga e descarga seguem horários definidos pelos órgãos de fiscalização. Moradores devem priorizar rotas alternativas e acompanhar os avisos oficiais. Denúncias podem ser feitas pelo telefone 156.
*Sob a supervisão da jornalista Isabel Oliveira
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