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PCDs mostram que o Carnaval de Salvador é para todos

Na pipoca ou nos camarotes, foliões com necessidades especiais mostram que a folia pode ser, sim, acessível

Yuri Abreu
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Um exemplo, entre os foliões que saíram na avenida foi o do músico Jorge Lima Farias
Um exemplo, entre os foliões que saíram na avenida foi o do músico Jorge Lima Farias - Foto: Yuri Abreu / Ag. A TARDE

Para percorrer os vários quilômetros dos circuitos Barra-Ondina ou do Campo Grande, no Carnaval, há quem pense que a folia esteja restrita àqueles que não tem nenhum tipo de necessidade especial, já que o sobe e desce da avenida exige um grande esforço físico.

No entanto, se engana que os foliões com algum tipo de necessidade não encaram os festejos, em Salvador, de peito aberto. Muito pelo contrário: dos blocos aos camarotes eles fazem questão de botar os seus blocos na rua e curtir a festa ao seu jeito, da sua forma.

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Um exemplo, entre os foliões que saíram na avenida foi o do músico Jorge Lima Farias. Vestido à caráter enquanto esperava a chegada dos Filhos de Gandhy, afirmou que, o contrário do que se pensa, é possível, sim, curtir o Carnaval de Salvador sendo PCD.

"É muito bom, muito gratificante. As pessoas me recebem muito bem aqui", afirmou ele, que há seis anos segue o tradicional bloco. Tudo começou, segundo ele, com um convite de um amigo, também PCD. "Vim ver como era e acabei gostando. Esse ano, espero completar o percurso", completou Farias.

Vim ver como era e acabei gostando. Esse ano, espero completar o percurso

Ele, no entanto, não estava sozinho nessa tarefa. O músico foi acompanhado do sobrinho, Ícaro, que elogiou a força de vontade do tio.

A gente sai sempre junto há seis anos. É um bom exemplo que a gente tem. Ainda há outros amigos nossos também que sempre vem", disse ele.

"Quando a gente se junta, todos os cadeirantes, mostramos como é um exemplo do que nós somos capazes de fazer mesmo com algumas dificuldades que a gente passa em alguns lugares", finalizou Jorge Lima Farias.

Camarotes

Nos camarotes, a alegria também seguia da mesma forma. Em um deles, o da Prefeitura de Salvador, no circuito Osmar (Campo Grande), a vista privilegiada compensava qualquer necessidade.

Foi o caso da aposentada Antônia Fontes. Mesmo utilizando um cadeira de rodas, ela ainda encontrou um pouco de forças para se levantar e curtir a passagem das Muquiranas, na terça-feira, 17. O bloco foi comandado por Tony Sales.

"Eu adoro Carnaval. Gosto desde de pequena. Sempre que posso, vou na rua com meus familiares e aproveito. Mas ter essa visão e ver meus artistas preferidos, não tem dinheiro que pague", disse ela, revelando ser fã de Ivete Sangalo.

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Acessibilidade Cadeirantes na Folia Carnaval Inclusivo Experiências de Carnaval Foliões Especiais PCD no Carnaval

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