SEM DESCANSO
Carnaval de Salvador 2026: as histórias de quem não perdeu nenhum dia da folia
Conheça os macetes de quem sobreviveu a todos os dias do Carnaval

No último dia de festa, alguns foliões "gabaritaram" todos os dias do Carnaval de Salvador em 2026
Tem gente que escolhe um dia para curtir, gente que aparece só no final de semana, gente que encara mais alguns. Mas há quem viva o Carnaval como maratona completa, da abertura ao último trio.
Os "Highlanders" da folia saíram todos os dias no Carnaval de 2026, e ainda prometem emendar no arrastão para não se despedir da semana de festas.
Do Rio à Bahia
Leonardo, 30, e Bruno Furtado, 37, dormiram em média três ou quatro horas por noite nessa semana, e não se arrependem nem por um segundo.
"Chega cinco da manhã, a gente já fala do outro dia. Acorda oito horas e já organiza tudo. A gente vive o Carnaval pra descansar o ano todo", contam.
O jeito de sobreviver, para eles, é se hidratar. "Cada um hidrata do jeito que pode: água, cerveja, beats. Comer feijão, ovo pra proteína e alongamento pra lombar", brincam.
Eles alternaram entre Campo Grande e Barra, muitas vezes fazendo jornada dupla. "Ontem passamos o dia inteiro aqui (no Campo Grande) e descemos pra Barra à noite. Voltamos cinco da manhã", relembram.

O dia mais surpreendente foi Timbalada, no domingo, em que, segundo eles, a pipoca estava uma delícia.
Para Leonardo, que hoje mora no Rio, o Carnaval de Salvador é incomparável. "Eu não consigo não vir pra cá. O daqui dá um banho no do Rio", se declarou no último dia de folia.
Folia a vida inteira
O costume de viver o Carnaval do primeiro ao último segundo é antigo pra muitos foliões. Thelma Estrela de Souza, de 61 anos, é veterana declarada.
"Todo ano eu falo que não venho mais brincar. Chega no ano que vem, eu tô aqui de novo, todos os dias", brinca. Para ela, a explicação é simples: "Tá no sangue, tá na veia".
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Basta, então, seguir a fórmula de "beber muita água, não se embriagar, curtir com leveza, tranquilidade e alegria" para sobreviver a todos os trios e circuitos.
Neste ano, ela ficou concentrada no Campo Grande, mas também passou pelo Circuito Batatinha, no Pelourinho, no domingo, e acompanhou a Mudança do Garcia, seu momento favorito em toda a semana.

Entre os trios que seguiu estão Mudei de Nome, BaianaSystem e Armandinho, Dodô e Osmar - e a energia é tanta, que não pode nem diminuir o percurso!
"Todo ano eu acompanho Dodô e Osmar até lá embaixo. Esse ano eles chegaram ali na Casa d’Itália e dobraram. Fiquei frustrada", reclamou.
Hoje, apesar de sempre dizer que não volta, ela já sabe a verdade: "Todo ano eu falo que não venho. Mas eu tô aqui todo ano".
Saudade que fica
Davi, 30, e Beatriz, 28, também encararam todos os dias com muita energia e uma pitada de saudade antecipada. Enquanto a maioria dos foliões se despede com dor do Carnaval de 2026, ela já pensa no último Carnaval que viverá.
Ela é de Natal e mora em Salvador há dois anos, e por isso, já vive a despedida antecipada. "Tenho mais dois anos aqui. Então tem que aproveitar", projeta.
Eles alternaram entre Barra e Campo Grande. O melhor dia, para eles, foi a quinta-feira, "mais tranquila e com menos gente", mas sem regra.
"Acho que cada ano é único. Ano passado fizemos camarote, bloco e pipoca. Esse ano mais pipoca e bloco", comentam.

Até fevereiro de 2027
Entre quem promete descansar o ano inteiro para repetir a maratona e quem já reservou hotel para o próximo Carnaval, a sensação é ambígua.
O corpo pede cama, mas a alma quer mais um trio, e o folião segue sobrevivendo a mais um dia de pulo, aperto, sono, calor e muita, muita música e alegria.
É como se o último dia não trouxesse o fim - apenas um intervalo até o próximo fevereiro.
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