CARNAVAL
Preta Gil diz que o Bloco da Preta pode ganhar a mesma força do Rio de Janeiro
Minutos antes de subir no trio para animar muitos foliões que a aguardavam no circuito Dodô (Barra-Ondina) na noite desta sexta-feira, 24, a cantora Preta Gil disse que acredita que o Bloco da Preta, tradicional no Carnaval do Rio d e Janeiro, pode ganhar a mesma força em Salvador.
Eu acho que é a democratização mesmo do carnaval de Salvador que, na realidade, é um resgate. O meu carnaval, que eu pulei quando era garota, na Praça Castro Alves era assim
Na capital carioca, segundo ela, dados oficiais da prefeitura dão conta que, no último domingo, cerca de 500 mil foliões foram atrás do bloco. “Eu acho que o carnaval de rua pipoca de Salvador está vindo com um resgate muito forte do soteropolitano entender que a rua é pra eles, é deles. No Rio, isso é uma coisa absolutamente gigante”, afirmou.
A cantora disse, ainda, que o aumento do número de blocos sem corda é uma volta à “democratização” da maior festa baiana. “Aqui você tem artistas que aderiram ao carnaval sem cordas e que têm seu público que muitas vezes não pode pagar para assistir o seu ídolo dentro de um bloco. Eu acho que é a democratização mesmo do carnaval de Salvador que, na realidade, é um resgate. O meu carnaval, que eu pulei quando era garota, na Praça Castro Alves era assim”, relembrou.
Vestida com um figurino colorido, Preta disse que a roupa representava a trajetória dela. “Sou uma mulher que já nasci lutando pela diversidade, pela inclusão. Eu acredito no ser humano, que ele é plural e, ao mesmo tempo, ele é único. Então, a gente tem que respeitar as diferenças. Essa roupa vem representando tudo isso que eu carrego nesses 15 anos de carreira. Foram bandeiras que foram me dadas naturalmente”, acrescentou.
Segundo a cantora, ela representa “a voz das mulheres que não se sentem incluídas, das que se sentem fora do padrão, das que são criticadas e sofrem por uma massificação da mídia e da sociedade pelo culto da beleza e do corpo perfeito”.
Homenagem – Ainda durante o desfile, Preta homenageou a jornalista de A TARDE Maíra Azevedo, a Tia Má, que foi convidada pela artista para ser musa do bloco, ao lado do baiano João França, o John Drops, escolhido como muso.
“Eu conheci Maíra no Instagram e, desde então, sou seguidora assídua dela. Eu a convidei para ser musa porque ela representa para mim tudo que eu acredito ser o símbolo hoje de uma mulher empoderada, uma mulher linda, vibrante, uma mãe de família, guerreira. Uma negra que luta pelo seu lugar ao sol”, afirmou Preta.