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ACIMA DA MÉDIA

Que calor é esse? Alta temperatura desafia foliões na Barra

Segundo o Corpo de Bombeiros, as ruas do Carnaval de 2026 estão mais quentes do que no ano anterior

Marina Branco

Por Marina Branco

16/02/2026 - 18:53 h | Atualizada em 16/02/2026 - 19:24

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Gabriela Siciliano e Paloma Lima
Gabriela Siciliano e Paloma Lima -

Quem pisa na Barra-Ondina ouve Bell Marques cantando "Que calor é esse?", uma das músicas que disputam o posto de hit do Carnaval. Na avenida, a resposta parece unânime - o calor está acima da média, e pede estratégias dos foliões e profissionais para que a festa continue.

Entre leques, garrafas de água e corridas em direção ao caminhão-pipa, foliões e equipes de apoio têm lidado como podem com as altas temperaturas nos circuitos, evitando ao máximo passar mal no meio da festa.

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Tem muita gente passando mal?

O bombeiro Jorge Manuel, 55, ativo nas operações nas ruas do Carnaval, afirma que há registros de mal-estar relacionados ao calor, principalmente pela combinação de superlotação e consumo de álcool.

"Algumas pessoas passam mal por causa do calor, principalmente dentro do trio, porque é muita gente, fica abafado", explica.

Segundo ele, até o momento, os casos têm sido controlados com medidas simples. "A gente afasta a pessoa para um local mais ventilado, orienta a beber água e descansar um pouco antes de seguir", diz.

Imagem ilustrativa da imagem Que calor é esse? Alta temperatura desafia foliões na Barra
| Foto: Marina Branco | Ag. A TARDE

Na comparação com o ano passado, no entanto, Jorge acredita que a sensação térmica está mais elevada. "Esse ano eu estou achando a temperatura mais alta, também pela quantidade de pessoas no percurso que aumentou em 2026", opina.

Além de ajudar a acudir, os profissionais têm ajudado os foliões a se prevenir do calor, com bombeiros militares e caminhões-pipa jogando água nas pessoas, além de postos distribuindo água.

Quem curte, no entanto, precisa se ajudar. "A maioria das pessoas diz que está bem e começa a ingerir bebida alcoólica. Aí o calor e o álcool ficam mais fortes. A dica é sempre mais água e menos álcool", aconselha.

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Leque salva?

Nem todos os foliões querem evitar o álcool na folia, e é ai que surgem as alternativas mais criativas. Símbolo recente do Carnaval de Salvador, o leque tem sido cada vez mais usado tanto como acessório, quanto para aliviar o calor.

As amigas Gabriela Siciliano, 26, e Paloma Lima, 27, estreiaram no Carnaval de Salvador com seus leques, e sentiram a diferença. "É bem quente. Mais quente que São Paulo, mas a brisa do mar ajuda", dizem.

Então, para aguentar o calor, a estratégia começa cedo: "Muita água, chapéu, alimentação para a pressão não baixar e procurar sombra".

Imagem ilustrativa da imagem Que calor é esse? Alta temperatura desafia foliões na Barra
| Foto: Marina Branco | Ag. A TARDE

O leque, por sua vez, virou acessório obrigatório. "Dar conta é uma palavra muito forte, mas ajuda", brinca Gabriela.

Já qando o caminhão-pipa passa, não há dúvida. "A gente vai correndo na direção da água. Refresca muito. É bom que a gente já vem de biquíni, o difícil é só controlar a vontade de pular na água do mar", garantem.

Já os amigos Daniel, 38, e Thiago, 41, que voltaram à folia após curtirem o Carnaval de 2020, avaliam que este ano está mais ameno. "Em 2020 (o calor) foi insuportável. Agora está melhor", afirmam.

Mas a estratégia de "muita cerveja e leque" está bem organizada, e com cuidado para emprevistos. Só Thiago, levou dez leques de casa, dos quais oito já quebraram no clássico "bate-leque" das pipocas, e segue pegando novos leques nos patrocínios que distribuem pelas ruas.

E, como diriam no Big Brother, ele afirma que a vestimenta é fixa: "Roupas leves e tênis sempre e, se possível, sunga!".

"Joga água"

A música "Que calor é esse?", de Bell Marques, pode até não vencer, mas já ecoa no circuito como trilha sonora do que os foliões estão vivendo. O refrão virou descrição literal do que acontece na avenida, olhando com alegria para um obstáculo dos circuitos.

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