CARNAVAL 2014
Carnaval já altera rotina nas áreas dos circuitos


Faltando menos de um mês para o Carnaval, a capital baiana já começa a ganhar "cara nova", com a montagem de camarotes, arquibancadas e postos públicos.
No circuito Dodô (Barra-Ondina), as estruturas, além de atrair a atenção de quem passa pela orla, deixam alguns moradores preocupados. "A montagem dos camarotes está atrapalhando o tráfego no bairro e alguns tiram a vista do mar", reclama a estudante e moradora da Barra Mariana Gama.
Moradora do bairro há sete anos, a biomédica Dulce Drummond aprova e diz que as estruturas atraem as pessoas: "Não acredito que as arquibancadas possam atrapalhar a orla da cidade. Pelo contrário, as pessoas ficam mais motivadas com o Carnaval quando veem os camarotes pelas ruas de Salvador".
No Circuito Osmar (Centro), a montagem das arquibancadas na Praça do Campo Grande está a todo vapor no local. A Superintendência de Controle e Ordenamento do Uso do Solo do Município (Sucom) informou que realizou ontem um mutirão de fiscalização da Operação Pré-Carnaval 2013. Os fiscais do órgão emitiram 54 notificações: 32 para recuperação de passeios e 21 para que marquises não sejam utilizadas no período do Carnaval.
Com a armação das estruturas, vários objetos, como barras de ferro e tábuas de madeira estão espalhados pelo Campo Grande. Algumas pessoas no ponto de ônibus reclamavam da montagem, que impossibilitava a visibilidade de quem espera pelo transporte.
"Todos os anos a imprensa divulga as nossas reclamações sobre a montagem dessas estruturas, mas ninguém faz nada para mudar essa situação. Temos que ficar na rua para ver se o nosso ônibus se aproxima", queixa-se o eletricista Marcos Santos.
Corrida - Para o professor universitário, morador do Campo Grande, Isac Guimarães, muitas pessoas pararam de correr pela praça, devido à estrutura que agora ocupa uma grande parte da área.
"Estou correndo agora pelas ruas e me arriscando até ser atropelado, pois a arquibancada impede a passagem das pessoas pela praça. Acabamos passando mesmo em meio aos carros", aponta.
Algumas casas comerciais do Campo Grande estavam com barras de ferro na frente. O comerciante João Andrade reclama: "Ninguém vai querer entrar em uma loja com um monte de coisas logo na frente". O aposentado Guilherme Aylem também tem a rotina alterada: "Meu passeio pela Praça do Campo Grande mudou de roteiro".