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CARNAVAL 2014

Salvador busca Carnaval da retomada em 2013

Franco Adailton e João Pedro Pitombo
Por Franco Adailton e João Pedro Pitombo
Diversas estruturas são montadas em trechos do Centro e orla
Diversas estruturas são montadas em trechos do Centro e orla - Foto: Adilton Venegeroles | Ag. A TARDE

Retomada. Este é o termo que os empresários e gestores públicos mais usam quando o assunto é a expectativa gerada pelo Carnaval de Salvador deste ano. Depois dos planos frustrados em 2012, quando a greve da Polícia Militar reduziu o fluxo de turistas, a palavra de ordem em 2013 tem sido otimismo.

De acordo com projeções baseadas no estudo Diagnóstico do Carnaval de Salvador, realizado pela prefeitura em 2009, e atualizado segundo os índices de inflação, a festa deve movimentar este ano cerca de R$ 1,3 bilhão.

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Campeões na geração de divisas com a festa, os setores de turismo e entretenimento preparam-se para atender a uma demanda consistente. Empresas como a Central do Carnaval e o grupo Axé Mix, por exemplo, apostam em um incremento de até 40% nas vendas de acessos para blocos e camarotes.

Já o setor hoteleiro espera obter a ocupação de até 100% nos hotéis próximos aos circuitos do Carnaval. Fora dos circuitos, a média deve ser de 80%. "As vendas de pacotes estão num bom ritmo. Tudo indica que teremos um Carnaval melhor que o de 2012", afirma Pedro Galvão, presidente da Associação Brasileira de Agências de Viagens (Abav-BA).

Diretor-executivo da Central do Carnaval, Joaquim Nery espera que as vendas alcancem 160 mil unidades. "No ano passado, houve a frustração de 20% nas vendas de abadás e de ingressos para camarotes, por conta da greve da PM", lamenta Nery, para, em seguida, emendar: "A expectativa para este ano é conseguir recuperar o fôlego".

A Central faz parceria com 11 camarotes e 21 blocos, em uma estrutura que mobiliza 100 funcionários, atuando em duas lojas - número que chega a 800 no período do Carnaval. A empresa, contudo, não divulga o lucro obtido com a festa.

Coordenadora de vendas da Axé Mix, Ariane Guimarães também evita falar em números quando o assunto é a "contabilidade" do Carnaval, mas diz que espera um acréscimo de até 40% no comércio de abadás para os oito blocos e cinco camarotes ligados à marca. "No ano passado, caminhávamos bem, mas tivemos desistências que chegaram a 30%".

Transparência - Estudioso da festa, Paulo Miguez, professor do Instituto de Humanidades, Artes e Ciências da Ufba, questiona a falta de transparência na divulgação dos lucros obtidos com a festa. Segundo o professor, há uma discrepância na prestação de contas por parte dos blocos junto aos órgãos fiscais do município. "Falta fiscalização", resume.

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