DICA DE SÉRIE
A nova série da Netflix que promete ser sua salvação nesta terça-feira
A produção mistura crime, humor ácido e protagonismo feminino em uma história que começa com um assalto improvisado e sai completamente do controle

Lançada globalmente pela Netflix na última quarta-feira, 5, Rainhas da Grana é uma comédia dramática francesa de oito episódios e uma das principais apostas da plataforma para 2026.
A produção chega apostando em um terreno já conhecido do streaming — o do heist drama —, mas com uma abordagem bem diferente do que o público está acostumado a ver.
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A série acompanha cinco mulheres comuns, à beira do colapso financeiro, que decidem roubar um banco disfarçadas de homens para levantar pouco mais de 36 mil euros. O plano dá certo. O problema é o que vem depois.
Com o dinheiro acabando rápido demais e a pressão aumentando, elas acabam criando algo muito maior do que imaginavam: uma gangue que passa despercebida justamente por não se encaixar em nenhum estereótipo criminal.
Originalmente intitulada Les Lionnes, a produção francesa aposta em ação, humor ácido e crítica social para contar uma história que nasce do desespero e cresce no improviso.
Diferente de outras séries do gênero, aqui não há gênios do crime nem estratégias mirabolantes. O golpe surge da urgência, e é exatamente isso que torna tudo mais imprevisível.
O diferencial da trama está no contraste. Enquanto polícia, políticos e gângsteres profissionais entram em uma caçada cada vez mais intensa, ninguém desconfia que, por trás da nova organização criminosa, estão mulheres anônimas, sem histórico criminal ou qualquer ligação com o submundo.
Nos bastidores, Rainhas da Grana carrega um DNA já conhecido por quem acompanha as produções francesas da Netflix. A criação é assinada por Olivier Rosemberg e Carine Prévot, os mesmos roteiristas de Family Business, série que também soube equilibrar crime e humor com identidade própria.
O elenco principal é liderado por Rebecca Marder, ao lado de Zoé Marchal, Tya Deslaurieux, Naidra Ayadi e Pascale Arbillot, formando um quinteto que foge dos arquétipos tradicionais do gênero. São personagens que não romantizam o crime, mas o encaram como última alternativa diante de um sistema que já as deixou para trás.
Gravada no sudeste da França e em Paris, a série aposta em uma ambientação realista e evita glamourizar os assaltos. A estética mais crua acompanha temas atuais como desigualdade social, sobrevivência, invisibilidade e poder, reforçando a crítica por trás da adrenalina.
Se conseguir manter o equilíbrio entre tensão e humor ao longo dos episódios, Rainhas da Grana tem tudo para repetir um movimento já comum no catálogo da Netflix: começar discreta, crescer no boca a boca e se transformar em mais um daqueles títulos que o público descobre quase por acaso e não consegue largar.
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