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Confira os vencedores do Panorama Internacional Coisa de Cinema
Após uma semana de duração, festival chegou ao fim nesta quarta-feira, 9
Por Artur Soares | Portal Massa!

O Cine Glauber Rocha se tornou palco para uma noite de premiações nesta quarta-feira, 9. Encerrando o último dia da 20ª edição do Panorama Internacional Coisa de Cinema, o festival realizou a entrega dos prêmios para os vencedores da competitiva regional, nacional e internacional.
Na competitiva nacional, o Júri Oficial elegeu Mambembe como Melhor Longa, enquanto Como Nasce um Rio levou o prêmio de Melhor Curta. Na categoria baiana, o vencedor de Melhor Longa foi WR Discos - Uma invenção Cultural e o de Melhor Curta foi Ymburana.
Um dos maiores vencedores da noite, o longa O Silêncio das Ostras levou quatro prêmios para casa, incluindo Melhor Fotografia, Melhor Direção de Arte, Melhor Longa (Júri das Associações) e o Prêmio Projeto Paradiso, que garante R$ 10 mil para investimento em distribuição.
Marcos Pimentel, diretor da obra, comentou sobre o sucesso do longa dentro do festival
É fantástico, é um festival que eu amo, ia estive aqui várias vezes. A gente está na boca da entrada das salas de cinemas, acho que isso trouxe um fôlego impressionante para gente. Estou muito feliz com esse filme sendo exibido nessa tela, nessa cidade, nesse festival
Embora a competição fosse forte, O Silêncio das Ostras mostrou para o que veio. Marcos admite que não esperava a repercussão do filme em Salvador. "A trajetória do filme está bastante interessante. A gente tem sido muito bem recebido dentro e fora do país, mas aqui eu acho não esperava tanto, ainda mais pela qualidade dos filmes que estavam sendo exibidos".

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O filme não ganhou apenas o coração dos baianos, mas o do público estrangeiro também. Após o sucesso no Panorama, o filme vai retornar para os festivais internacionais. "Daqui a gente vai para um festival em Monte Real, o outro em Nova York. Estamos caminhado para em junho, a partir do dia 19, estrear em salas de cinema no Brasil", acrescentou.
Em seu primeiro trabalho como diretora, Luma Flôres provou que tem um grande futuro pela frente. Diretora do curta Como Nasce Um Rio , que venceu a categoria Melhor Curta da competitiva nacional, Luma conta que essa experiência serviu como uma certeza de que ela quer continuar seguindo como diretora.
"Eu estou muito surpresa. Esse filme está sendo escrito desde 2021, então desde lá eu acho que venho amadurecendo enquanto realizadora. Já tinha participado de outros curtas-metragens, o que me fez entender muitas funções dentro do cinema, mas estar na direção é muito diferente e eu entendi que é realmente uma função que eu quero continuar seguindo", pontuou.

Frequentando o Panorama há dez anos, a cineasta conta que essa realização carrega um toque especial. "Acho que o primeiro prêmio sempre é muito especial, é onde a jornada do filme começa. Ser em Salvador é muito significativo, nesse festival que me ensinou muito enquanto realizadora", afirmou.
O processo de escolha dos vencedores também não é fácil para quem está do outro lado. Durante essa uma semana de Panorama, os membros de cada júri precisaram conferir, analisar e rankear os filmes competidores. "A gente tem que ter uma decisão, um olhar do porquê ser aquele filme, além de ser uma maratona de filmes, você vibe o festival tanto como espectador, quanto como alguém que tem uma responsabilidade", contou Ciro Garcez, membro do Júri Jovem da competitiva nacional.
Para ele, apesar da maratona exigir muito fisicamente, participar do juri não deixa de ser algo enriquecedor. "Tem isso da responsabilidade, de você se propor a estar nessa atividade e assistir tudo, mas ainda assim é uma atividade prazerosa, de você estar se conectando com cinema do Brasil todo".
PREMIADOS DO XX PANORAMA
JÚRI OFICIAL
Competitiva Nacional
Longa-metragem
Melhor Filme: Mambembe, de Fábio Meira
Melhor Direção: Milena Times por Ainda não é Amanhã
Melhor Roteiro: Bernard Lessa por O Deserto de Akin, de Bernard Lessa
Melhor Fotografia: Petrus Cariry por O Silêncio das Ostras, de Marcos Pimentel
Melhor atuação: Mayara Santos por Ainda não é Amanhã, de Milena Times
Melhor Montagem: Affonso Uchôa, Fabio Meira e Juliano Castro por Mambembe, de Fábio Meira
Melhor Direção de Arte: Juliana Lobo, por O Silêncio das Ostras, de Marcos Pimentel
Melhor Som: Marcos Lopes por A Queda do céu, de Eryk Rocha e Gabriela Carneiro da Cunha
Curta-metragem
Melhor Filme: Como Nasce Um Rio, de Luma Flôres
Competitiva Baiana
Melhor longa: WR Discos - Uma invenção Cultural, de Nuno Penna e Maira Cristina
Melhor curta: Ymburana, de Mamirawá com a co-direção de Rômulo G. Pankararu e Maria K. Tucumã
Prêmio de Direção: DF Fiuza, por Palavra
Prêmio de Roteiro: Mariana Jaspe e Muriel Alves com a colaboração de Ricardo Gomes e Flávia Vieira, por Quem é Essa Mulher? De Mariana Jaspe
Prêmio de Fotografia: Gabriel Teixeira, por Na volta eu te encontro, de Urânia Munzanzu
Prêmio de atuação: Gilson Ferreira e Durval Braga, por Amor não cabe na sala, de Marcelo Matos de Oliveira e Wallace Nogueira
Prêmio de Montagem: Igor Caiê Amaral, por Catadoras, de Dayse Porto
Prêmio de Direção de Arte: Alice Braz, por Meu Pai e A Praia, de Marcos Alexandre
Prêmio de Som: Dudoo Caribe e Danilo Duarte, por Na volta eu te encontro, de Urânia Munzanzu
Competitiva Internacional
Melhor Longa: Caminhando no Escuro, de Kinshuk Surjan (ÍNDIA, BÉLGICA, NLD)
Melhor Curta: Sal Marinho, de Leila Basma (LÏBANO E QAT)
JÚRI JOVEM
Competitiva Nacional
Melhor Longa: Ainda não é Amanhã, de Milena Times
Melhor Curta: Vollúpya, de Éri Sarmet e Jocimar Dias Jr.
Competitiva Baiana
Melhor Longa: Catadoras, de Dayse Porto
Melhor Curta: Bárbara, de Vilma Carla Martins
PRÊMIO CANAL BRASIL
Melhor Curta: Fenda, de Lis Paim
JÚRI DAS ASSOCIAÇÕES (APAN, APC, AUTORAIS)
Competitiva Nacional
Melhor Longa: O Silêncio das Ostras, de Marcos Pimentel
Melhor Curta: Como Nasce Um Rio, de Luma Flôres
Competitiva Baiana
Melhor Longa: Quem é essa mulher?, de Mariana Jaspe
Melhor Curta: Tigrezza, de Vinicius Eliziário
JÚRI POPULAR CACHOEIRA
Melhor Longa Baiano: Quem é essa mulher?, de Mariana Jaspe
Melhor Curta Baiano: Tigrezza, de Vinicius Eliziário
PRÊMIO IGUALE (PanLab de Montagem)
Ama Mba’é Taba Ama, montado por Maurizio Morelli e dirigido por Gal Solaris e Nádia Akawã Tupinambá, ganhou recurso de acessibilidade (legendagem descritiva ou Libras).
PRÊMIO ATELIER RURAL (PanLab de Montagem)
Ópera dos Sapos, montado por Daniel Correia e Higor Gomes, e dirigido por Ulisses Arthur Bomfim Macedo, ganhou uma semana de pós-produção, com hospedagem no local.
PRÊMIO PARADISO MULTIPLICA (PanLab de Roteiro)
O longa Colmeias (Bruna Laboissière) e os curtas Dois reais e um sonho (Isadora Lis) e Pra quando ela chegar (Antonio Victor Simas) ganharam uma consultoria pela Rede Paradiso Multiplica de Talentos
PRÊMIO AEXIB (Seminário de Exibição)
O último azul, de Gabriel Mascaro, tem exibição garantida em pelo menos 40 salas de cinema.
PRÊMIO PROJETO PARADISO
O silêncio das ostras, de Marcos Pimentel, ganhou R$ 10 mil para investimento em distribuição
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