CINEMA NACIONAL
Filme baiano estreia em festival internacional na Espanha; conheça
Produção brasileira conquista espaço em evento tradicional e marca estreia de diretor nos curtas

O curta-metragem baiano Obra foi selecionado para a Competição Iberoamericana da 54ª edição do Festival Internacional de Cine de Huesca, um dos mais tradicionais festivais de curtas-metragens do mundo, realizado na Espanha. O evento acontece entre os dias 5 e 13 de junho e é qualificador para os prêmios Oscar e Goya.
A produção marca a estreia de Ricardo Sampaio na direção de curtas-metragens. Natural de Jequié, o cineasta construiu carreira na publicidade antes de migrar para o audiovisual autoral.
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“Com 'Obra', busquei meu reencontro com a arte através da história de uma mulher que viveu imersa nesse universo”, conta Ricardo Sampaio, que estreia como diretor de curtas-metragens após uma carreira consagrada na publicidade.
"Ao acompanhar sua trajetória, me aproximei de temas que me interessam profundamente: a gentrificação urbana, o envelhecimento, a preservação da memória artística e as escolhas e renúncias que moldam a vida", completa o diretor.
História aborda memória e transformação urbana
O filme, que também terá título em inglês como Echoes, acompanha Aurora, uma atriz de teatro afastada dos palcos, que vive em uma pensão transformada em refúgio.
Sem data certa, mas com a certeza de que em breve terá que deixar o local devido à construção de uma estação de metrô, ela se depara com encontros e lembranças, refletindo sobre as escolhas que a trouxeram até ali.
Elenco e despedida de uma atriz
O curta marca o último trabalho da atriz Amélia Bittencourt, falecida em 2025, com trajetória consolidada no teatro, cinema e televisão.
“Foi um privilégio trabalhar com um elenco tão especial e talentoso. Em especial, trabalhar com Amélia Bittencourt. Amélia nos deixou alguns meses após as gravações, e ter compartilhado esse processo com ela foi um aprendizado profundo”, destaca Ricardo.
Além dela, o elenco conta com Viviane Falkembach, Ligia Botelho, José Trassi e Carlos Ladessa.
Destaques técnicos da produção
Entre os pontos fortes do filme estão a fotografia de Vagner Jabour, indicado ao Prêmio ABC de Melhor Direção de Fotografia em Longa-Metragem Documentário, e a direção de arte de Mariana Falvo, premiada por trabalhos em televisão.
O desenho de som e mixagem é assinado por Lucas Coelho, conhecido por projetos recentes no cinema brasileiro.
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