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Filme divertido no TOP 10 da Netflix vai salvar sua segunda (24/08)
Com ficção científica, ação e humor ácido, produção é uma ótima opção para começar a semana


A segunda-feira chegou e, mesmo com a rotina retomando seu ritmo, sempre há espaço para encontrar uma boa história entre o catálogo da Netflix para assistir no tempo livre.
Para quem quer começar a semana com uma produção diferente, divertida e cheia de reviravoltas, Mickey 17, filme do diretor vencedor do Oscar Bong Joon Ho, é uma opção que mistura ficção científica, ação, humor e emoção.
Atualmente na oitava posição do TOP 10 da Netflix, o longa acompanha uma história incomum sobre clonagem, sobrevivência e identidade.
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A produção também reúne nomes conhecidos do cinema, como Robert Pattinson, Mark Ruffalo, Toni Collette, Naomi Ackie e Steven Yeun, e conquistou uma recepção positiva, com 77% de aprovação da crítica e 73% do público no Rotten Tomatoes.
Baseado no livro Mickey7, de Edward Ashton, o filme parte de uma premissa de ficção científica, mas usa seu universo para explorar relações de poder, ganância e o valor da vida humana.
Um homem que pode morrer e voltar
A história se passa em um futuro no qual Mickey Barnes, interpretado por Robert Pattinson, tenta escapar das consequências de uma dívida e decide deixar a Terra em uma missão para colonizar o planeta congelado de Niflheim.
O problema é que, sem entender completamente os termos do contrato, Mickey se torna um Descartável. A função significa que ele é enviado para as missões mais perigosas da expedição e, sempre que morre, suas memórias são transferidas para um novo corpo.
Assim, ele volta à vida repetidas vezes para continuar realizando tarefas que podem levá-lo novamente à morte.
A situação muda depois que Mickey chega à sua 17ª versão e descobre a existência de outra cópia de si mesmo. A presença de múltiplas versões é considerada uma grave violação dentro daquele universo e pode levar à eliminação de todos os envolvidos.
A partir daí, o protagonista precisa encontrar uma maneira de sobreviver enquanto enfrenta uma situação capaz de mudar os rumos de toda a missão.
Do humor à crítica social
Nas primeiras cenas, Mickey 17 apresenta um tom mais leve e aposta no humor ácido para conduzir situações absurdas envolvendo as repetidas mortes do protagonista.
A história, porém, amplia seu alcance ao longo da narrativa. Bong Joon Ho utiliza o cenário futurista para discutir questões presentes em sua filmografia, como desigualdade, relações de poder e a transformação das pessoas em instrumentos a serviço de interesses econômicos.
O filme também satiriza as figuras que ocupam posições de comando na expedição. Kenneth Marshall, vivido por Mark Ruffalo, e sua esposa Ylfa, interpretada por Toni Collette, estão no centro de parte dessas situações.
As decisões tomadas pelos personagens ajudam a construir momentos de humor, mas também reforçam a crítica presente no roteiro.
A trama ainda trabalha a ideia de que, apesar das diferentes versões e corpos, Mickey continua sendo uma pessoa e não apenas um número substituível.
Grandes atores em papéis diferentes
Um dos destaques do elenco está em Robert Pattinson, que precisa interpretar versões distintas do mesmo personagem. Mickey 17 e Mickey 18 apresentam diferenças de comportamento e personalidade, criando um contraste importante para o desenvolvimento da história.
Enquanto uma das versões demonstra maior insegurança e ingenuidade, a outra é mais agressiva e direta. A produção ainda conta com Naomi Ackie como Nasha, parceira do protagonista, além de Mark Ruffalo, Toni Collette e Steven Yeun.
O elenco contribui para o tom variado do filme, que alterna momentos de tensão, sátira, humor e emoção sem permanecer preso a uma única abordagem.
A marca de Bong Joon Ho
Vencedor do Oscar de Melhor Filme e Melhor Direção por Parasita, Bong Joon Ho retorna à ficção científica com uma produção de grande orçamento, mas mantém características presentes em outros trabalhos de sua carreira.
Conhecido também por filmes como Expresso do Amanhã e O Hospedeiro, o diretor volta a utilizar elementos do gênero para observar comportamentos humanos e estruturas sociais.
Em Mickey 17, a tecnologia da clonagem não aparece apenas como um recurso para criar cenas de ficção científica. A possibilidade de substituir corpos rapidamente transforma Mickey em uma espécie de mercadoria, explorada em missões perigosas enquanto a expedição segue seus próprios objetivos.
A crítica ao poder e à ganância se mistura ao absurdo da situação, criando uma produção que pode surpreender quem espera apenas uma aventura espacial convencional.
Vale a pena?
Sim. Mickey 17 é uma boa escolha para quem procura um filme muito divertido, cheio de ação, com toques de humor e emoção.
A mistura entre ficção científica e sátira faz com que a produção tenha uma proposta diferente de boa parte dos filmes mais tradicionais do gênero.
O elenco de grandes atores e a direção de Bong Joon Ho também ajudam a construir uma história que vai além das cenas espaciais.
Por outro lado, algumas mudanças de ritmo e tramas secundárias podem não funcionar da mesma forma para todos os espectadores. Ainda assim, para quem busca uma opção diferente para começar a segunda-feira, o filme oferece ação, humor ácido e uma história incomum sobre identidade e sobrevivência.


