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Morre Orlando Senna, cineasta baiano que marcou a história do audiovisual

Referência do audiovisual brasileiro, Orlando Senna deixa legado no cinema

Iarla Queiroz
Por
Orlando Senna, cineasta baiano
Orlando Senna, cineasta baiano - Foto: Sueli Seixas/Divulgação

O cinema brasileiro perdeu nesta terça-feira, 09, um de seus nomes mais influentes. O cineasta, jornalista e gestor cultural Orlando Senna morreu aos 87 anos. Nascido na Bahia, ele construiu uma trajetória marcada pela produção audiovisual, pela formação de novos profissionais e pela atuação em políticas públicas voltadas ao setor. A causa da morte não foi divulgada.

Trajetória começou na Bahia

Foi na terra natal que Orlando Senna iniciou sua caminhada no audiovisual. Entre seus primeiros trabalhos estão os documentários Lenda Africana e 2 de Julho, produções que ajudaram a consolidar seu nome no cinema brasileiro.

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Ao longo da carreira, tornou-se uma das figuras mais respeitadas do setor, transitando entre a direção, o roteiro, o jornalismo e a gestão cultural.

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Obra se tornou referência no cinema nacional

Um dos momentos mais marcantes de sua trajetória foi a parceria com Jorge Bodanzky na direção de Iracema – Uma Transa Amazônica, lançado em 1975 e considerado uma obra de referência na história do audiovisual brasileiro.

Além dos trabalhos como diretor, Orlando Senna também colaborou na criação de roteiros ao lado de cineastas consagrados, como Hector Babenco e Ruy Guerra.

Atuação além das telas

Mais do que produzir filmes, Orlando dedicou parte importante de sua vida ao fortalecimento do audiovisual por meio da formação de profissionais e da construção de políticas públicas para o setor.

Ele participou da fundação da Escola Internacional de Cinema e Televisão (EICTV), em San Antonio de los Baños, em Cuba, uma das instituições mais prestigiadas da área na América Latina.

Também atuou como professor no Centro de Capacitação Cinematográfica do México, contribuindo para a formação de novas gerações de cineastas.

Passagem por cargos públicos

Ao longo da carreira, Orlando Senna ocupou posições importantes na gestão cultural brasileira.

Entre 2003 e 2007, foi secretário do Ministério da Cultura. Em seguida, assumiu uma diretoria na Empresa Brasil de Comunicação (EBC), em 2007.

Posteriormente, presidiu a Televisão América Latina (TAL), função que exerceu entre 2008 e 2015.

Homenagem recente reconheceu legado

Em 2024, o Ministério da Cultura homenageou Orlando Senna ao lançar uma premiação de curta-metragens com seu nome.

A iniciativa, realizada pela Secretaria do Audiovisual em parceria com o Forcine e a Universidade Federal de Pelotas (UFPel), foi criada para reconhecer produções de conclusão de curso e valorizar novos talentos do cinema brasileiro.

A homenagem reforçou o reconhecimento de uma trajetória que ajudou a transformar o audiovisual nacional dentro e fora das telas.

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