Busca interna do iBahia
HOME > CINEINSITE

ENTENDA

Regulamentação do streaming vai mudar sua Netflix: saiba como

Proposta é chamada de Lei Toni Venturi, em homenagem ao cineasta falecido em 2024

Bianca Carneiro
Por Bianca Carneiro
| Atualizada em
Iniciativa é defendida por artistas, produtores e pelo Ministério da Cultura
Iniciativa é defendida por artistas, produtores e pelo Ministério da Cultura - Foto: Divulgação

Se você é assinante de plataformas como Netflix, Prime Video, Disney+, Globoplay ou HBO Max, prepare-se: a forma como você consome filmes e séries pode mudar nos próximos meses. Está em debate no Congresso Nacional uma proposta que regulamenta o serviço de streaming no Brasil. A iniciativa, defendida por artistas, produtores e pelo Ministério da Cultura, pode afetar diretamente o que aparece na sua tela, e também o valor da sua assinatura.

A proposta é chamada de Lei Toni Venturi, em homenagem ao cineasta falecido em 2024, e prevê que plataformas de vídeo sob demanda passem a contribuir com uma taxa federal (Condecine), além de reservar uma porcentagem do catálogo para obras brasileiras. Mas o que isso significa na prática?

Tudo sobre Cineinsite em primeira mão! Compartilhar no Whatsapp Entre no canal do WhatsApp.

Mais conteúdo nacional na sua tela

Se aprovada a lei, a principal mudança para o assinante será o aumento da presença de produções brasileiras nas plataformas. A nova regra exige que pelo menos 10% do catálogo (em volume de títulos) seja composto por obras nacionais. Em plataformas com muitos títulos, esse percentual pode ser menor. Além disso, os algoritmos terão de dar mais destaque a esses conteúdos, ou seja, eles não vão mais ficar “escondidos” nas profundezas do catálogo.

Você provavelmente verá mais séries, filmes e documentários brasileiros sugeridos nas páginas iniciais das plataformas. A ideia é facilitar o acesso a essas produções e permitir que o público descubra mais da diversidade cultural do país.

Leia Também:

JOHN WICK

Essa cena em Bailarina fez todo mundo chorar no cinema
Essa cena em Bailarina fez todo mundo chorar no cinema imagem

SUCESSO

DNA do Crime vai ter uma 3ª temporada? Elenco responde
DNA do Crime vai ter uma 3ª temporada? Elenco responde imagem

NOVIDADE

De Arembepe ao streaming: minissérie baiana homenageia legado hippie
De Arembepe ao streaming: minissérie baiana homenageia legado hippie imagem

Vai ficar mais caro?

Um dos pontos mais discutidos é a cobrança de uma taxa sobre a receita das plataformas. Essa contribuição, chamada de Condecine, pode variar entre 0% e 6% do faturamento no Brasil. Caso a empresa invista diretamente em produções brasileiras, pode ter até 60% desse valor abatido. Ou seja: quem ajuda a financiar o audiovisual nacional paga menos imposto.

As empresas de streaming argumentam que isso pode gerar aumento no preço das assinaturas. Já o governo diz que o impacto será diluído e que, com mais investimento em conteúdo local, o público será beneficiado com uma oferta mais diversa e de maior qualidade.

Quem vai controlar tudo isso?

A ANCINE (Agência Nacional do Cinema) ficará responsável por fiscalizar o cumprimento da nova lei. A agência vai monitorar os dados de audiência, exigir transparência nos algoritmos de recomendação e garantir que as plataformas destaquem o conteúdo nacional.

A proposta de regulamentação faz parte de um movimento maior de fortalecimento do audiovisual brasileiro. Além do Projeto de Lei do streaming, o Ministério da Cultura também prepara o lançamento do Tela Brasil, um serviço público de streaming com obras nacionais gratuitas, previsto para o segundo semestre de 2025.

O que a ministra da Cultura diz

Nesta segunda-feira, 9, a ministra da Cultura, Margareth Menezes, veio a público para se manifestar sobre a proposta de regulamentação do streaming no Brasil. Em vídeo publicado nas redes sociais, ela afirmou que o governo não está propondo uma “taxação”, mas sim uma regulamentação do setor digital, alinhada ao que já é praticado por outras áreas da indústria audiovisual.

“Não existe taxação de streaming. Essa palavra, o governo não falou, o ministério não falou, nem eu falei”, declarou. Segundo a ministra, o objetivo é garantir que as plataformas de streaming também contribuam para o desenvolvimento do setor audiovisual brasileiro, assim como já fazem as grandes redes de televisão e operadoras de telecomunicações.

“Estamos falando de uma contribuição que vai fortalecer toda a cadeia do audiovisual. Isso está acontecendo no mundo inteiro, e o Brasil precisa acompanhar esse movimento”, explicou a ministra. Para ela, a medida busca promover o equilíbrio competitivo, ampliar a diversidade cultural e garantir recursos para o Fundo Setorial do Audiovisual, sob gestão da Ancine.

Margareth enfatizou que a regulamentação deve beneficiar todo o setor, e defendeu um modelo justo e transparente: “Vai ser bom para todo mundo. O que é combinado, não sai caro”.

Ver essa foto no Instagram

Uma publicação compartilhada por Margareth Menezes (@margarethmenezes)

Siga o A TARDE no Google Notícias e receba os principais destaques do dia. Compartilhar no Whatsapp Clique aqui

Compartilhe essa notícia com seus amigos

Compartilhar no Whatsapp Compartilhar no Facebook Compartilhar no X Compartilhar no Email

Tags

Globoplay Lei Toni Venturi Margareth Menezes Netflix Prime Video

Relacionadas

Mais lidas