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Vilão Apocalipse ganha destaque no novo filme dos X-Men

Publicado quinta-feira, 19 de maio de 2016 às 07:05 h | Atualizado em 18/05/2016, 18:48 | Autor: Rafael Carvalho l Especial para A TARDE
Apocalipse X-Men
Apocalipse X-Men -
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Talvez o seminal longa-metragem dos X-Men, lançado em 2000, tenha sido o responsável por abrir as portas de um lucrativo filão nos cinemas. Os heróis dos quadrinhos, que viraram febre nos cinemas nos últimos anos, ganharam tratamento mais sério e robusto na telona, agradando admiradores de todas as idades.

Estreia nesta quinta-feira, 19, nas salas comerciais X-Men: Apocalipse, parte da série iniciada com X-Men: Primeira Classe, que marca o encontro entre os poderosos Professor Xavier e Magneto (interpretado em sua fase jovem por James McAvoy e Michael Fassbender, respectivamente), projeto anterior à primeira trilogia dos mutantes que se passa anos depois.

As desavenças continuam lá, polarizando as disputas entre os dois. Mas agora o confronto ganha dimensão maior. O lendário mutante Apocalipse (vivido sob pesada maquiagem por Oscar Isaac) reaparece para pôr em risco a ordem mundial.

O primeiro da raça

O grande vilão Apocalipse é quem rouba a cena dessa vez, diante de uma série de personagens novos (ou em nova roupagem) que surge na trama. O filme regressa ao Egito antigo, quando esse mutante era tido como um deus superpoderoso, considerado o primeiro mutante de todos, espécie de patriarca da raça.

Capaz de intensificar as habilidades de qualquer outro mutante, ele conseguia transferir sua alma (ou sua essência, como queiram) para o corpo de outro mutante, absorvendo assim seus poderes.

Dessa forma, ele nunca morria e acumulava cada vez mais força. Depois de uma rebelião, ele acaba vencido, mas conservado nas ruínas do antigo império. Revivido centenas de anos depois, agora ele quer retomar o controle que tinha sobre o mundo e os mutantes.

Ritmo truncado

X-Men: Apocalipse, apesar de coeso em sua proposta, demora um pouco para realmente deslanchar. A primeira metade concentra-se em situar os personagens, na medida também em que Apocalipse começa a angariar seus aliados.

Um deles é Magneto, que passou a viver recluso depois dos eventos do filme anterior, inclusive constituindo família. Os tormentos do mutante, cada vez mais em crise com os humanos, ganha no apoio a Apocalipse um ato de vingança. A Mística (Jennifer Lawrence), sua futura aliada, também precisa lidar com os conflitos internos sobre de que lado ficar.

O filme consegue dar certa medida aos dramas dos personagens, algo que sempre foi muito presente na franquia dos X-Men. Mas aqui o longa se demora demais nesses psicologismos, o que compromete o ritmo da história.

X-Men: Apocalipse talvez mantenha um ar antiquado por ainda apostar numa trama em que um vilão realmente mal tenta acabar com todos a fim de dominar o mundo. É fiel ao material original, mas perde força diante de um tipo de trama já explorada à exaustão nesse tipo de filme.

Jovens aprendizes

Além de Apocalipse, outros personagens ganham relevo na história. Destaque inicial vai para Jean (Sophie Turner), figura que será bastante importante na cronologia posterior. Sua evocação da Fênix é um dos pontos altos do filme.

Mesmo o Mercúrio (Evan Peters), que já havia feito uma pequena e ótima participação no filme anterior, volta a repetir o feito aqui.

Para enfrentar os jovens alunos do Professor Xavier, há também os mutantes que o vilão arregimenta, conhecido como cavaleiros do Apocalipse, inspirado na citação bíblica. Ou, como diz uma personagem, de onde a Bíblia se inspirou.

Um deles é a jovem Tempestade (Alexandra Shipp), personagem carismática que sempre esteve do lado do Professor Xavier no futuro.

X-Men: Apocalipse busca seguir certa fidelidade à trajetória dos mutantes nos quadrinhos - não por acaso há uma pequena participação do adorado Wolverine (Hugh Jackman), peça importante no futuro. Talvez por isso não haja um clima de novidade aqui, ainda que o filme possa agradar aos fãs.

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