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Isabela Suarez: "Pensar o Brasil do amanhã exige coragem hoje"

Confira a coluna desta quarta-feira, 31

Isabela Suarez
Por ACB
| Atualizada em
Isabela Suarez chama setor produtivo e poder público ao diálogo em 2026
Isabela Suarez chama setor produtivo e poder público ao diálogo em 2026 - Foto: Divulgação

O calendário virou e 2026 começa sob o peso de expectativas legítimas e preocupações urgentes. O país segue patinando entre disputas ideológicas estéreis enquanto problemas estruturais continuam sendo empurrados para debaixo do tapete. Não há mais espaço para medidas econômicas paliativas nem para discursos que ignoram a realidade de quem produz, investe e sustenta esta nação.

A carga tributária onera excessivamente empresas de todos os portes, o déficit público cresce em ritmo incompatível com a responsabilidade fiscal, as taxas de juros - com uma inaceitável Selic em alarmantes 15% - permanecem em patamar que inibe investimentos produtivos. E a insegurança jurídica é um capítulo à parte, seguindo como um dos maiores entraves à competitividade brasileira.

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É preciso dizer com clareza: quem gera riqueza é o setor produtivo. E não existe desenvolvimento social sustentável sem crescimento econômico consistente. Nenhum país no mundo obteve sucesso em tentativas que negligenciaram essa máxima! Não há política pública eficaz sem uma base produtiva forte, organizada e respeitada. A indústria, o comércio, o agro e os serviços não são antagonistas do interesse público — são parte essencial dele. Demonizar quem empreende é um erro pelo qual o Brasil já pagou caro demais.

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O país precisa, com urgência, recuperar racionalidade nos gastos de todos os poderes, garantir segurança jurídica, reduzir o custo do capital e criar um ambiente de negócios minimamente previsível. Precisamos ser competitivos internacionalmente, e agora falo diretamente para o empresariado baiano: nosso estado reúne elementos estratégicos importantíssimos a exemplo da capacidade produtiva e da vocação logística. Mas nenhum desses ativos prospera sem regras claras e sem diálogo franco entre quem produz e quem decide.

O Brasil do futuro será o Brasil de 2026 ou continuaremos eternamente adiando decisões difíceis? O país não pode seguir dividido entre “nós e eles”. Somos uma nação diversa, plural, e só avançaremos com consciência cidadã, debates efetivos, claros e transparentes — sem medo de enfrentar realidades estruturais para construir soluções consistentes.

À frente da Associação Comercial da Bahia, reafirmo: não vamos nos omitir. Instituições fortes existem para representar interesses legítimos, organizar forças e sustentar pontes entre o setor produtivo, o poder público e a sociedade. Defender o empreendedor é defender emprego, renda, inovação e dignidade. Defender o empreendedor é defender o Brasil.

Pensar o Brasil do amanhã exige coragem hoje. Que 2026 seja o ano em que deixaremos de esperar e passeremos, definitivamente, a agir.

Que os orixás abram nossos caminhos, que Santa Dulce dos Pobres olhe por nós e que o Senhor do Bonfim nos abençoe com lucidez, firmeza e responsabilidade.

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