A TARDE AGRO
Entropia x Sintropia que tipo humano você é?
Artigo analisa o choque entre caos e criação na ciência, na sociedade e nas atitudes diárias


Duas forças se chocam ao longo da eternidade e do infinito como leis do universo. São poderosas forças que cooperam, porém para efeitos totalmente opostos. Uma, a entropia, que aciona os fundamentos do caos, da destruição. A outra, sua antítese, oposta, a sintropia, ativa as forças da criação.
Galáxias colidem com galáxias, estrelas explodem ou implodem, buracos negros sugam as energias, significa a entropia. Por outro lado, de galáxias que colidem, ou mesmo de grandes explosões como o nosso “big bang”, explosão originadora do universo conhecido, ocorre a criação.
Esse mesmo fenômeno vive dentro de nós, como na biologia. Somos formados por cerca de 21 mil genes. Porém, dentro do corpo humano existem milhões de genes de bactérias. Então o que é o bem e o mal? Apenas 2% dessas bactérias são malignas, 98% benéficas. Logo, o mal é quando o bem permite que o mal prolifere.
Viver na terra é um exercício cheio de incertezas, riscos, dores e sofrimentos. Não por culpa do planeta. Ele é bom. Suas mutações ocorrem ao longo de milênios e podem ser previsíveis. A dificuldade está exatamente na desorganização humana, na falta de planejamento orquestrado e organizado, e nas tentações egocêntricas, ausência de humanismo, humanidade, e na ainda distante aceitação do maior bem universal, o amor.
Podemos analisar a nossa própria vida, e aqui a pergunta que faço para todos nós: eu, você, nós, somos seres humanos entrópicos ou sintrópicos?
Observando na nossa própria vida pessoal: criamos amizades, geramos valor para muitos e não apenas para nós mesmos? Decidimos pelo certo, correto, ético mesmo em momentos de pressão quando as circunstâncias nos pediriam fraquejar nesses valores? A cada um conforme a sua obra é um pressuposto da sabedoria milenar. “Amai-vos uns aos outros” também, e até uma música dos Beatles diz: “the love you take is equal to the love you make” (The End, Abbey Road, 1969).
E quando vamos para as organizações da sociedade, sejam nos três poderes constituídos, e nas entidades e associações representativas de toda sociedade civil organizada, assistimos ou não uma ordem mais voltada à entropia ou à sintropia?
Neste exato momento no mundo, a polarização de uns contra os outros exibe com total evidência um ciclo ascensional da entropia. Em pleno século XXI, países lançando bombas e drones militares contra populações de outros países ou regiões. Líderes de países ricos utilizando a tecnologia da internet para inundarem os celulares do mundo com propaganda de interesses mesquinhos, indignos e pleno de ambições “egomaníacas”. Desinformações, má informação, fake news.
Uma cooperação sintrópica criadora e positiva é representada pelo sistema cooperativista. As cooperativas seguem hoje regras, leis, fundamentos, compliance, fundamentos democráticos que não admitem a cooperação entrópica, destruidora e caótica.
Mas de volta agora para dentro de cada um de nós. Eu sou um ser humano na força das entropias ou na construção das sintropias? O quanto criamos com o fundamento do amor mais nos coloca do lado da régua da criação. O quanto fazemos o bem ao invés de não fazer nada, jogando tempo fora, ou mesmo nos satisfazendo em simplesmente não fazer o mal, mais conquistamos valor no lado ativo da sintropia.
No oposto, maior fica nosso passivo destruidor, concorrendo mesmo sem ter consciência para a vitória dos grupos destruidores, egocêntricos, obviamente das energias da entropia. E isso não irá se manifestar longe de cada um de nós. Muito ao contrário, saberemos ao longo da vida e no balanço final dela em qual time jogamos. E nossos familiares serão aqueles que mais irão absorver seja este bem ou este mal. Famílias da entropia vs. da sintropia. Nasce em casa, vem do berço, da educação.