A TARDE AGRO
Que o presidente do Brasil se inspire em líderes cooperativistas
Confira a coluna A TARDE Agro desta segunda, 26


Roberto Rodrigues, que presidiu a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e a Aliança Cooperativa Internacional (ACI), hoje com sede em Bruxelas, afirma: “Presidente de cooperativa merece o Nobel da Paz”. Márcio Lopes, presidente do conselho da OCB, acrescenta: “Cooperativa é gente, confiança e prosperidade”.
E qual a razão para neste artigo trazer à razão de toda Nação a importância sagrada de uma liderança que seja obrigatoriamente regida, administrada e governada pela gestão da ética, do caráter e do servir a todos, e jamais a alguns ou a parcela dos seus membros? O cooperativismo nascido em 1844, em Rochdale, Inglaterra, surgiu da dor, do sofrimento, da busca pela sobrevivência em meio à revolução industrial, desemprego, fome, miséria.
Alguns se organizaram para juntos obter a superação do caos. No Brasil, o padre Amstad, em 1902, cria a 1ª cooperativa de crédito, em Nova Petrópolis (RS). A história do cooperativismo exemplifica os heróis que superaram gigantescas dificuldades. No começo eram poucas pessoas, e hoje, reunidas, as cooperativas do mundo formam a maior empresa do planeta, a maior população da terra, um dos maiores PIBs globais. E constatamos que onde ocorre a prosperidade, o desenvolvimento com IDH mais robusto e igualitário, existe a organização cooperativista.
Houve forte aperfeiçoamento legal e administrativo nas cooperativas, com regras, leis, compliance e exigências irrevogáveis do exercício admirável da democracia. Cada membro um voto, e assistir uma assembleia de cooperados deveria fazer parte de programas educacionais dos cidadãos, onde inclusive o salário do presidente precisa ser aprovado na assembleia, o que torna o maior cargo do sistema no maior servidor.
Ser presidente de uma cooperativa exige valores submetidos a governança, conselhos, auditorias e implacável rigor moral e ético. Exige seres humanos probos, de elevada conduta pessoal. O presidente não existe para dizer o que muitos cooperados querem ouvir, muito menos para fazer o que outros tantos cooperados desejariam, assim fosse quebraria a cooperativa. Ele existe para dizer e fazer o certo, o que precisa ser feito para o bem maior do todo.
Um líder cooperativista aprende a gostar de todos, dos diferentes, dos que desejam prosperar, é educador que não pode deixar ninguém para trás, conduzir a todos com a arte da ciência, da gestão, obrigatoriamente na lei, na sabedoria, na educação incondicional e consciente de que não basta a cooperativa ser bem-sucedida se a comunidade que a envolve também não prosperar. Deve fazer planejamento estratégico, buscar a intercooperação, e cada vez mais internacional.
Agem com aversão ao risco, em visão de longo prazo. Ordem e progresso para todos com todos. Há muito em comum entre um presidente do sistema cooperativo e o presidente de uma nação: amar todos os brasileiros, nos reunir como um só País, conduzida para dobrar o PIB de tamanho e nunca deixar pelo caminho uma só sua cidadã ou um seu cidadão.
Que o Brasil se torne o maior exemplo da cooperação mundial, pelas forças do bem, em meio a um mundo dividido e polarizado. O exemplo do cooperativismo, com certeza, revela caminhos e pode inspirar um presidente brasileiro a ser respeitado no mundo.