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Modo arame farpado tricolor

Confira a coluna do jornalista tricolor Leandro Silva

Leandro Silva
Por Leandro Silva
Cauly e Ademir em treino do Bahia
Cauly e Ademir em treino do Bahia - Foto: Letícia Martins/EC Bahia

O Bahia já fez 34 gols em 2025, em 17 jogos. Levando em consideração apenas as 14 partidas do elenco principal são 32 tentos, com média de 2,28. Pelo menos até ontem, nenhuma outra torcida do Brasil havia comemorado mais gols no ano. Ainda assim, o estilo do Tricolor comumente é comparado com um arame liso, por cercar, mas não machucar.

Essa comparação é feita desde o ano passado, pelos próprios torcedores tricolores, incomodados com algumas partidas em que o domínio era notório, mas não era traduzido em gols e triunfos, apenas em números de posse de bola impressionantes.

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Bastou uma atuação pouquíssimo inspirada do setor ofensivo tricolor, na ida, contra o Boston River, e a utilização da expressão por parte do jornalista Paulo Vinícius Coelho, durante a transmissão, para tentar ilustrar a exibição do Bahia no jogo, para que a expressão voltasse a ganhar força, mesmo que o comportamento no ano não endosse essa visão.

Está certo que o Bahia realmente não teve inspiração alguma no primeiro jogo, no Uruguai, apenas com um chutaço de Jean Lucas, em jogada própria, para defesa do goleiro, e um cabeceio, dele mesmo, para fora, depois de excelente cruzamento de Éverton Ribeiro. Prefiro, entretanto, tratar como exceção.

O jogo foi ruim e o estado do gramado nitidamente contribuiu para a falta de qualidade. Não foi questão de desculpa. Pelo menos, o Tricolor correu poucos riscos e trouxe a decisão para a Fonte, assim como na fase anterior, contra os bolivianos do The Strongest.

E hoje, contra o Boston River, nós queremos ver o Bahia no modo arame farpado, cercando, valorizando a posse de bola, mas machucando, na melhor versão 2025 do sistema de jogo, com a velocidade e muita movimentação de Erick Pulga, Ademir e Lucho Rodríguez, sem abrir mão da técnica e da posse de bola.

Que consiga criar muitas chances e que tenha eficiência para levar aos gols que garantam a classificação, tão sonhada desde que o Esquadrão se garantiu na Libertadores, contra o Atlético Goianiense.

Everton Ribeiro e Ramos Mingoem lance no treinamento
Everton Ribeiro e Ramos Mingoem lance no treinamento - Foto: Letícia Martins/EC Bahia

A postura desejada para hoje é parecida com a do jogo de domingo, pelo Baiano. Gostei muito da resposta dada pelo elenco tricolor, ao reverter a vantagem do Jacuipense com uma importante goleada, por 5 a 0. Com quatro titulares apenas, como diferença para a escalação do jogo de ida, com as entradas de Marcos Felipe, Kanu, Luciano Juba e Erick Pulga, o time conseguiu se comportar bem desde o início, com muita marcação e objetividade. Ao melhor estilo arame farpado versão 2025.

Titular, Pulga foi fundamental para o triunfo e a classificação, mesmo sem gols. O camisa 16 já está em ótimo momento, com moral com a torcida, mas o jogo teve importância também para dar moral e confiança para outros nomes do elenco, que devem ser muito importantes para o Esquadrão na temporada.

Cauly segue como símbolo e principal referência técnica dessa segunda unidade.

Santi Arias, em busca de retomar o antigo ritmo, fez o primeiro gol no ano. Novatos de 2025, os meio campistas Rodrigo Nestor e Erick fizeram ótima partida e balançaram as redes. Cauly segue como símbolo e principal referência técnica dessa segunda unidade. E o capitão Éverton Ribeiro fez o primeiro no ano e vibrou bastante. Segue na mesma vibração da torcida.

Que a equipe titular volte a jogar como nos melhores momentos da temporada até aqui e que presenteie a torcida tricolor com outra noite mágica hoje na Fonte, garantindo a presença na fase de grupos da Libertadores. E que também consigamos vencer os Ba-vis decisivos do Baiano, retomando o domínio territorial.

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