INCLUSIVA
A evolução na Seleção não pode parar

Com mais uma derrota para a forte Austrália – por 2 a 1, na madrugada de sábado, 16 –, a Seleção Brasileira de futebol feminino acumula três derrotas consecutivas e cinco jogos seguidos sem ganhar.
Depois de vencer todos os amistosos contra seleções consideradas mais fracas, no início do ano, a equipe da treinadora Emily Lima não tem conseguido mostrar um bom futebol contra seleções mais fortes.
A primeira derrota foi contra a Alemanha, quando a seleção perdeu por 3 a 1. Menos mal, porque a equipe estava desfalcada e a seleção alemã tinha todas as jogadoras em forma para a Eurocopa.
Depois, empatou com o Japão em 1 a 1, e perdeu as partidas seguintes para os Estados Unidos, por 4 a 3 – levando uma virada impressionante nos minutos finais – e duas vezes para a Austrália.
A primeira, inclusive, com uma sonora goleada, por 6 a 1. No sábado, com Marta e Cristiane em campo, o resultado não foi tão ruim, mas o triunfo ficou longe de vir.
Emily fez questão de apontar evolução do Brasil contra a Austrália, mas ainda precisa melhorar muito para conseguir um resultado positivo.
E precisa ser logo: nesta terça, 19, às 6h30 (horário da Bahia) as seleções se enfrentam pela terceira vez.
Não acho que tenhamos uma má treinadora. Emily é uma das profissionais mais respeitadas e estudadas que temos no nosso país.
Também não acho que tenhamos más jogadoras. Acredito que estamos passando por um momento de renovação, sim, e que o momento é para se testar novas meninas nos lugares de jogadoras importantes que já se aposentaram – caso da baiana Formiga – ou estão caminhando para isso – caso de Cristiane.
Então, qual é o problema? Será que Emily está sabendo tirar o melhor de suas jogadoras? Será que a seleção se deixou levar pelos bons resultados e se acomodou, parando de evoluir taticamente?
Acho que esse é o momento ideal para que, além de jogadoras, Emily ‘convoque’ outros profissionais do futebol feminino para ajudá-la com esse trabalho. E são muitas as pessoas que podem contribuir.
A exemplo de ex-jogadoras da Seleção (como Meg, Fanta, e a baiana Solange), novos treinadores, como o atual campeão brasileiro pelo Santos, Caio Couto, Sérgio Duarte e Adilson Galdino – ex e atual Iranduba – e coordenadores de longa estrada, como o baiano Mario Filgueiras, ex-São Francisco e atual Lusaca.
Isso antes de competições realmente importantes começarem – a exemplo da Copa América, no ano que vem, e Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2019, na França.
Baianão com goleadas
Falando em baianos, começou no sábado, 16, o estadual de futebol feminino. Com 17 equipes – o Galícia desistiu de participar – a primeira rodada foi recheada de goleadas.
Os três fortes candidatos ao título – o atual campeão, Vitória, o multicampeão São Francisco e o reforçado Lusaca – venceram por 7 a 1, 8 a 0 e 4 a 0 seus respectivos jogos. Promete ser uma briga boa.
