Busca interna do iBahia
HOME > colunistas > INCLUSIVA

INCLUSIVA

#BaViSemPaz

Juliana Lisboa
Por Juliana Lisboa
Jogadores de Bahia e Vitória brigam após Ba-Vi
Jogadores de Bahia e Vitória brigam após Ba-Vi - Foto: Raul Spinassé / Ag. A TARDE
A hashtag #BaViDaPaz, que pedia harmonia e tolerância no maior clássico do estado e que foi amplamente divulgada nas redes sociais dos dois times, acabou não significando nada para os atletas.
No final de um jogo já bastante tenso e disputado dentro de campo, jogadores do Bahia e Vitória entraram em confronto momentos após o apito final. Sem entrar no mérito de quem começou e quem terminou, o que se viu zona mista foi uma troca de ofensas, gritos e xingamentos.
A verdade é que esse cenário de caos já estava se desenhando desde o último Ba-Vi, na última quinta-feira, no Barradão, quando as diretorias de Bahia e Vitória começaram a bater de frente.
Na saída do duelo anterior, o vice-presidente do Bahia, Pedro Henriques, se mostrou insatisfeito com a arbitragem do clássico e citou a CBF, Liga do Nordeste e Federação Bahiana de Futebol (FBF) como responsáveis. A diretoria do Vitória, por sua vez, enviou um ofício às entidades pedindo ‘ciência’ dessas declarações.
Foi o que bastou para um descompasso geral. Nas redes sociais, principalmente, o que se viu a partir daí foram torcedores em pé de guerra.
E foi essa a palavra usada para se referir a esse clássico. “Agora é guerra”, “agora é sangue no olho”, “agora é para quebrar” são apenas alguns exemplos encontrados em redes sociais e conversas entre amigos e colegas, até mesmo no entorno da Fonte Nova.
Os próprios jogadores do Bahia chegaram na Fonte Nova tão ‘pilhados’, batendo nas portas e nas paredes, que acabaram danificando uma porta da arena. E isso depois de um momento de festa tão marcante, quando o ônibus dos atletas passou pelo meio da torcida. Para que?
Essa postura agressiva das torcidas e dos jogadores não condiz com a postura dos próprios Bahia e Vitória, que, há pouco tempo – no primeiro Ba-Vi da temporada, na verdade, dia 9 de abril – fizeram um acordo tão bonito para reavivar a torcida mista.
E faz pensar: Onde foi parar essa tolerância entre os rivais? A amizade, as brincadeiras, as provocações sadias?

Consequências?

Qual é a moral que os clubes têm, agora, para pedir a volta das duas torcidas aos clássicos? A última vez em que Bahia e Vitória se uniram por uma causa, vale dizer, foi para recusarem a recomendação de torcida única do Ministério Público da Bahia (MP-BA).

Tudo sobre Inclusiva em primeira mão! Compartilhar no Whatsapp Entre no canal do WhatsApp.
Agora que a torcida única é uma realidade, imposta pela CBF, será que esse episódio de violência acaba fortalecendo essa tendência de acabar com a pluralidade nas arquibancadas? Será que é isso que a gente precisa?
Ou será que essa adrenalina toda ecoou justamente na falta de uma torcida visitante? Na vontade de gritar mais alto e se impor ao adversário sem precisar medir palavras?
A verdade é que temos ainda dois Ba-Vis, ao que tudo indica, de torcida única. Se quisermos acabar com essa determinação, precisaremos mostrar que sabemos nos comportar. E isso vale para todos: torcedores, atletas e dirigentes.
Siga o A TARDE no Google Notícias e receba os principais destaques do dia. Google Noticias Siga o A TARDE no Google Noticias

Compartilhe essa notícia com seus amigos

Compartilhar no Whatsapp Compartilhar no Facebook Compartilhar no Email

Relacionadas

Mais lidas