INCLUSIVA
Caras novas

Em mais uma seletiva regional, a treinadora da seleção feminina de futebol, Emily Lima, chamou 22 jogadoras do Nordeste do país para conhecer melhor as atletas e abrir o leque de opções para futuras convocações.
De segunda, 21, até dia 26, essas meninas vão participar de trabalhos específicos com a comissão técnica da seleção na Granja Comary, em Teresópolis, região serrana do Rio de Janeiro.
Pernambuco liderou a convocação, com 10 atletas, seguido do Rio Grande do Norte, com cinco, Ceará, com três, e Bahia, com duas – Milena e Mariana, ambas do Vitória. Alagoas e Paraíba tiveram uma jogadora selecionada, cada.
Essa iniciativa ajuda, ao menos em teoria, a descentralizar um pouco a força do futebol feminino no Brasil, que ainda se concentra muito no Sul e no eixo Rio-São Paulo.
O time amazonense Iranduba, um dos maiores destaques dessa edição do Campeonato Brasileiro, é a exceção que confirma a regra.
Procurando conhecer meninas de outras regiões do Brasil, Emily dá oportunidade e projeção às atletas e aos clubes: a qual não interessa dizer que teve jogadoras convocadas para a Seleção Brasileira, ainda que num projeto regional?
Bom mesmo vai ser se as próximas convocações para amistosos (tem mais um chegando no próximo dia 16, com a Austrália, em Sydney) já mostrem reflexos desse projeto.
Até porque a época é excelente para renovação – a próxima grande competição é a Copa América, ano que vem.
Vôlei feminino
Se no basquete passamos por momentos terríveis, sem conseguir vaga no Mundial pela primeira vez desde 1959 e penando para enxergar uma luz no fim do túnel, no vôlei feminino vamos muito bem, obrigada, e seguimos como potência mesmo numa época de renovação.
As meninas da seleção venceram o Sul-Americano e ganharam vaga para o Mundial. Além disso, o Brasil colecionou destaques no torneio: A oposto Tandara foi eleita a melhor jogadora (MVP), a campeã olímpica Natália ficou com o prêmio de segunda melhor ponteira e a central Carol, a segunda melhor jogadora da sua posição.
E falando em renovação, nossa seleção Sub-18 também vem jogando bem. Perdeu na estreia para a forte Bielorrússia, mas conseguiu uma vitória importante em cima do México, impondo um ritmo de jogo forte e dominando a partida. O próximo compromisso das meninas é hoje, contra os Estados Unidos, às 12h (horário de Brasília).
A comparação entre a situação do vôlei e o basquete feminino mostram como uma gestão que investe na base faz a diferença. Enquanto no vôlei temos campeonatos nacionais, torneios de base fortes, o basquete sequer consegue um campeonato brasileiro com alguma expressividade.
Tenho várias críticas à Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), mas se tem uma coisa que as meninas não podem reclamar é de calendário e estrutura. Justamente o que faltam ao basquete.