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Pequenos avanços

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Jefinho, no centro, é abraçado após marcar pelo time baiano
Jefinho, no centro, é abraçado após marcar pelo time baiano - Foto: Daniel Zappe / CPB

Uma pena que a equipe de futebol de 5 do Instituto de Cegos da Bahia (ICB) não conseguiu o título de campeão da Copa Loterias Caixa da modalidade, que foi definido neste domingo, 8, no Ginásio Poliesportivo de Cajazeiras. Teria sido o cenário perfeito, já que foi realizado no estado de dois campeões paralímpicos e super craques, Jefinho e Cássio.

Mas isso não tira o brilho do torneio, pelo contrário: mostra como a modalidade é competitiva no país. Os baianos conquistaram o terceiro lugar ao baterem Urecê-RJ por 3 a 0 . Os gols foram, justamente, de Jefinho (que marcou duas vezes) e Cássio.

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A equipe perdeu apenas uma partida, na semifinal, para o time campeão, daAssociação Gaúcha de Futsal para Cegos, (Agafuc-RS) - capitaneada por outro campeão paralímpico e ídolo nacional, Ricardinho.

E teve uma coisa muito interessante: a final foi televisionada e transmitida pelo canal pago SporTV. Ainda é pouco – queremos o campeonato inteiro!-, mas já podemos encarar como uma vitória do esporte adaptado no Brasil.

Quero registrar, aqui, meus parabéns a quem apoiou essa iniciativa de trazer a Copa para Salvador e, especialmente, para os jogadores e o ICB por subir ao pódio em todas as últimas 11 edições do torneio!

Pontapé dado

A Seleção Brasileira de futebol feminino continua fervilhando. Depois de Cristiane, Fran, Rosana, Maurine, e Andreia Rosa anunciarem a aposentadoria da canarinha – todas elas de extrema relevância para a equipe, a despeito do que deu a entender o coordenador da modalidade na CBF, Marco Aurélio Cunha, nas poucas vezes em que se manifestou a respeito – foi a vez de ex-atletas protestarem contra a atual gestão da equipe principal, comandada por Vadão.

Nomes de peso, como as baianas Sissi e Formiga, Marcia Tafarel e Juliana Cabral, assinaram a carta, que é um verdadeiro manifesto cobrando uma reformulação completa da CBF em relação ao futebol feminino.

Dentre as exigências estão a presença de mulheres em papeis de liderança na CBF (iniciativa encorajada pela própria Fifa), tratamento respeitoso às atletas e demais profissionais que trabalham com o futebol, e o fomento do futebol feminino em categorias de base. Isso, claro, além de questionar a demissão de Emily Lima do cargo de treinadora após 10 meses de trabalho, sem participar de qualquer competição oficial e com aproveitamento geral de 56,4%.

A CBF, claro, nega que tenha recebido a carta. Mas, por conta da ampla divulgação na imprensa – inclusive através do A TARDE – a entidade já marcou um dia para receber as atletas. Em nota oficial, o presidente Marco Polo Del Nero afirmou ter disponibilizado o horário das 15h do próximo dia 17 para a conversa com as ex-jogadoras.

Com tudo que diz respeito à CBF, tenho dúvidas de que a entidade aceite essas reivindicações ou mesmo se mostre aberta a dialogar com atletas e ex-atletas. Mas acho que a largada foi dada e tanto jogadoras como ex-jogadoras mostraram que estão unidas e que não vão tolerar mais essa falta de respeito. É um avanço no meio de um retrocesso gigante.

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