INCLUSIVA
Uma nova potência

Por Juliana Lisboa

O início arrasador do Iranduba no Brasileirão Feminino foi uma das boas surpresas da competição. Até agora, a equipe de Manaus tem sete vitórias em sete jogos, soma 21 pontos e tem a liderança geral na tabela – à frente dos grandes Corinthians, São José, Flamengo e Santos.
Se já vinha bem, o Iranduba definitivamente chamou a atenção ao vencer o Corinthians, favorito ao título, por 1 a 0 na última rodada.
Mostrou que não tem medo de time grande e que vai brigar de igual para igual com outros favoritos, como Flamengo e Santos, na próxima fase da competição.
O Iranduba não aparecia como favorito no torneio e, apesar de ter participado de todas as edições do Brasileiro Feminino, não tinha feito campanhas tão boas como o baiano São Francisco, por exemplo.
Mas, no ano passado, uma sementinha foi plantada e está germinando rápido. No Brasileiro de 2016, o Iranduba contou com apoio do público em Manaus, atraindo 20.364 pagantes aos estádios em cinco partidas – uma média de 4.072 espectadores por jogo.
Essa média é superior, inclusive, às equipes masculinas amazonenses.
E de onde vem esse gosto pelo futebol feminino? Não dá para afirmar, mas é possível que seja um bom legado da seleção feminina, que jogou numa Arena Amazônia lotada durante a Olimpíada no ano passado.
Desde então, a arena foi escolhida como ‘casa’ das Canarinhas: em dezembro do ano passado, a seleção jogou (e ganhou) o Torneio Internacional. E, neste ano, venceu o amistoso contra a Bolívia.
A tradição do futebol feminino manauara, reforçada com a presença da seleção feminina, pode ser premiada com o primeiro título brasileiro de fora do eixo Sul-Sudeste.
E isso dá uma esperança que, diferentemente do masculino, o futebol feminino tenha sua força melhor distribuída pelo país.
E a Bahia?
A participação de São Francisco e Vitória tem sido aquém do esperado no Brasileiro.
As Leoas caíram num grupo difícil, repleto de campeões brasileiros – como Flamengo, Santos e Rio Preto – e já se esperava que as adversárias não fossem aliviar.
Mesmo assim, o atual campeão baiano prometia dar algum trabalho. O que não aconteceu: o melhor resultado do Vitória foi um empate.
O São Francisco preocupa por outros motivos. As duas mudanças na comissão técnica não favoreceram o time, que tem dificuldades em vencer equipes tradicionalmente ‘freguesas’ e se impor em casa.
É preocupante que o time que já foi 1º colocado no ranking feminino esteja caindo de rendimento a ponto de correr riscos de um rebaixamento.
Série A2
Dia 10 de maio começa a menos badalada – porém importante – Série A2 do Brasileirão Feminino. A Segunda Divisão contempla 16 times, e apenas o campeão e o vice-campeão do torneio sobem para a Série A-1 no próximo ano.
A competição não terá representantes da Bahia.