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LEVI VASCONCELOS

Lira quer punir os institutos que manipulam pesquisas. Será que dá?

Pessoal da Folha de São Paulo chiou, pediu que ele fosse mais específico

Levi Vasconcelos
Por Levi Vasconcelos
Lira disse que o Datafolha “vestiu a carapuça”
Lira disse que o Datafolha “vestiu a carapuça” - Foto: Zeca Ribeiro | Câmara dos Deputados

Artur Lira, deputado do PP de Alagoas que preside a Câmara dos Deputados, aliado do presidente Bolsonaro, agitou os meios políticos ontem ao dizer que é preciso buscar meios de punir os institutos de pesquisas eleitorais que “erram demasiado ou intencionalmente para prejudicar”.

O pessoal da Folha de São Paulo chiou, pediu que ele fosse mais específico. E Lira disse que o Datafolha “vestiu a carapuça”. Para completar: “Não podemos permitir que haja manipulações de resultados em pesquisas eleitorais”.

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Ora, pesquisas são feitas a partir de recortes com dados do IBGE. A proporcionalidade das faixas etárias, do grau de instrução, da população do universo no qual o cidadão está inserido e por aí. Perguntaria você: e tem possibilidade de manipulação? Sim.

Com a urna —As formas de manipular, quando se quer, são várias. As três principais:

1 — O pesquisador, o responsável pela coleta de dados, fingir que coletou, e preencher os formulários da própria cabeça. Na presencial, existia muito isso, motivo de preocupação dos intitutos, que colocaram eles nas ruas com GPS.

2 — Fazer os recortes a partir dos dados do IBGE num território restrito, em que o candidato do interesse é visivelmente mais forte.

3 — A manipulação estatística pura e simples.

Isto posto de lado, admitindo que elas foram feitas dentro dos critérios, pesquisas são o retrato de um momento e os entrevistados podem sim, mudar de opinião. Quem afere o acerto é a urna. O resto é esperneio de quem está atrás, como Lira.

Questão da corte de ACM Neto vira sensação no país inteiro

Na interpretação do jornal Folha de São Paulo a queda de ACM Neto no Datafolha se deve após a polêmica dele se autodeclarar pardo. Na Bahia, a interpretação não é bem essa. Cá, isso é atribuído ao fato de Jerônimo, o candidato do PT e principal adversário dele ter colado com Lula e vice-versa, mas a versão sulista é a que mais faz sucesso nas redes.

Circula, por exemplo, o vídeo em que a jornalista Julia Duailibi, da GloboNews, teve uma crise de risos, ao vivo, quando falou do fato.

“Essa queda e subida tem a ver com a auto declaração sobre cor, feita por ACM Neto, que está repercutindo muito lá na Bahia, em que ele se declara como pardo. E aí esse vídeo em que ele aparece também bronzeado levou a uma repercussão grande nas redes”. E caiu na risada, sendo socorrida por um colega. Viralizou.

Em Lençóis, o Festival volta

Após dois anos em recesso, por conta da pandemia, o Festival de Lençóis, que começou ontem e vai até amanhã, já tinha o sucesso garantido desde o início da semana, segundo o empresário Marcos Pedreira, um dos idealizadores do evento.

— Não é feriado, estamos a uma semana das eleições e mesmo assim desde o início da semana todas as vagas de hotéis e pousadas já estavam ocupadas.

Os díscípulos de Osmar, o do trio, de volta ao Pelô

Idealizada por Aroldo Macedo, filho de Osmar, que ao lado de Dodô criou o trio-elétrico, a Escola de Música Irmãos Macedo, parou por conta da pandemia da Covid após funcionar desde 2005, mas hoje ela retoma o seu curso.

Às 20h30, na Praça Tereza Batista, no Pelô, Aroldo e Marco Stress supervisionam a nova temporada de ensaios da Banda Emim.

O projeto é do Instituto Osmar Macedo e foca alunos da rede pública de sete a 17 anos no aprendizado da música ‘trieletrizada’.

Conta com apoio da Bahiagás e da Secretaria de Cultura do Estado e sem dúvida é uma das boas iniciativas de promoção da cultura em Salvador. Quem vê, adora.

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