LEVI VASCONCELOS
Segundo o Big Data, se algo mudar será com a campanha
Pessoal de Jerônimo e de João Roma, partidários de Lula e Bolsonaro, cobram pesquisas com os respectivos apoios


Na disputa do governo dá Neto 56%, Jerônimo 18 e João Roma 10. Na do Senado dá Otto Alencar 20%, Raíssa Soares 11, Cacá Leão 6 e Tâmara 5. Eis aí o painel que a pesquisa Real Time Big Data/TV Record ontem divulgada nos apresenta.
Indicativo bastante claro. Como na disputa presidencial, nada mudou do ano passado para cá. Ou melhor, se houver mudanças, será na campanha, que começa efetivamente no rádio, na tevê e redes em 16 de agosto.
Hoje, o pessoal de Jerônimo e de João Roma, partidários de Lula e Bolsonaro, os astros da polarização federal, cobram pesquisas com os respectivos apoios. E como ficaria ACM Neto. que não tem link federal? Alguns dizem que exatamente como ele quer, sem ninguém, enquanto Jerônimo estaria colado com Lula e Roma com Bolsonaro. .
Senado —A pesquisa do Senado dá Otto Alencar com 20%, Raíssa Soares com 11%, Cacá leão com 6 e Tainara com 5.
Ora, Otto que lidera é aliado de Jerônimo, que na disputa do governo está em segundo com 38 pontos de desvantagem. E Cacá Leão que está em terceiro é o coligado de ACM Neto, que lidera todas as pesquisas até agora realizadas, enquanto Raíssa Soares, a coligada de João Roma, surpreende por estar um ponto acima do próprio. Mas a surpresa fica com Tâmara, do PSOL, com 5%, quatro a mais do que o companheiro de chapa Kleber Rosa.
Eis a questão: que a disputa federal, ainda mais polarizada, vai influenciar pleitos no Brasil inteiro, e também na Bahia, é certo como sem dúvida. O que saberemos adiante, é exatamente até que ponto.
Como já dissemos, entre ACM Neto e Jerônimo, alguém vai virar fenômeno. Se der Neto, será o que venceu contra tudo e contra todos. Se der Jerônimo, é o desconhecido que chegou lá. Que venham as urnas.
E a Alba fica sem o forró
Tradicional palco dos festejos juninos, o estacionamento dos fundos da Assembleia ainda vai ficar no breu este ano por orientação do Serviço Médico e pelos mesmos motivos que assim esteve nos últimos dois anos, a Covid.
Adolfo Menezes (PSD), o presidente, diz que vai reunir a mesa diretora para avaliar a situação e admite: pode aumentar as restrições.
Os tucanos querem crescer
Os tucanos, que em 2018 encolheram, caindo de três deputados federais para um, mantendo os dois estaduais, estão na esperança de um melhor desempenho este ano.
A expectativa, segundo o estadual Tiago Correia, é que o PSDB eleja dois federais e quatro estaduais. Além dele e Paulo Câmara, tem também José Carlos da Cebola e Pablo Barroso.
Targino e a fé em Jerônimo
Targino Machado, ex-deputado, avalia que se Zé Ronaldo não for o vice de ACM Neto, Jerônimo vai ganhar a eleição em Feira de Santana, hoje governada por Colbert Martins (MDB), aliado de Neto.
— A questão é que o PT ganhou todas lá. Só perdeu a de 2018, quando o próprio Ronaldo foi candidato. Se ele ficar fora, fica difícil para Neto.
Apoio de prefeito é bom, mas depende do próprio
Apoio de prefeito influencia em eleições estaduais? A pergunta aí é de Luíde Antunes, de Simões Filho. E a resposta é sim, mas relativa.
Se diz nos meios políticos que prestígio de prefeito em eleições se mede mesmo é na votação para deputado. Na majoritária, a de governador e senador, nem tanto.
Claro que os apoios vitaminam o discurso. Assim, ACM Neto diz que tem o apoio de 18 dos 30 maiores municípios e Jerônimo que conta com a grande maioria. E também é evidente que a avaliação do prefeito influi. Alguns são tão desgastados que ao invés de somar, subtraem.