Wagner Moura, vedete dos colegas que ficaram jornalistas
Confira a coluna Levi Vasconcelos

O jornalista Luciano Aguiar, que hoje trabalha na assessoria de imprensa da Alba, costuma dizer que jornalista não é notícia. Ironia. Hoje ele é, e por motivo justo. Sabe por quê? É ex-colega e amigo de Wagner Moura, o ator baiano que quase emplaca no Oscar com O Agente Secreto.
Claro que Wagner teve uma legião de torcedores amigos, entre eles, ex-colegas da Faculdade de Comunicação da Ufba, a Facom, onde se formou em Jornalismo. E todos eles apontam uma boa qualidade do ator: nunca mudou a cara, sempre foi o mesmo, apesar de já ter no currículo 40 filmes e mais de 15 séries na tevê.
É nesse cenário que emerge em cena Franciel Cruz, também colega que virou amigão, até porque o Vitória, paixão futebolística dos dois, sempre uniu a dupla, até hoje. Quando Wagner está em Salvador, é arrastado pelo amigo para o Barradão.
Maniçoba –Curioso é que o nome completo de Wagner é Wagner Maniçoba de Moura. Prevaleceu o Wagner Moura, e Franciel justifica:
– Ele é besta? Já pensou, Wagner Maniçoba? Ele achou melhor, e está certo, jogar o Maniçoba para debaixo do tapete.
Franciel, que deu até entrevista no Fantástico no dia do Oscar, é o mais chegado, mas Luciano Aguiar lembra que a geração Facom daqueles tempos, todo mundo se deu bem. Inclui Rosana Jatobá, Rita Batista, Tatiane Freitas, Georgina Maynard, Divo Araújo, Zezão Castro, Uziel Bueno, Pablo Reis e, ainda, Manoela Dias, a autora de Vale Tudo, na Globo.
– É uma geração iluminada.
E, por aí, ano passado Franciel Cruz lançou o segundo livro, Tá Pensando que Tudo é Futebol?. E advinhe quem virou garoto-propaganda? Ele mesmo, Wagner Moura. Resultado: o livro, lançado sem editora, vendendo um a um, de mão em mão, já passou dos três mil exemplares.
O autógrafo –Conta Franciel que, lá um dia, o amigo veio a Salvador apresentar uma peça teatral e ligou para ele, convidando:
– Então, me mande o convite porque eu não vou gastar R$ 400 pra te ver. Você é galã lá pra tuas negas.
Outro dia, numa festa na casa de Wagner, a atração era Biu Sanfoneiro, que em certo momento pediu uma cachaça. Enquanto ele tragava, o cidadão do triângulo perguntou:
– De quem é essa festa?
– É de Wagner Moura.
– Nunca ouvi falar...
E Franciel, para Wagner:
– Wagner, venha cá. Ele nunca ouviu falar de você. Peça um autógrafo a ele.
E Wagner pediu.
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Fernando Cuma
Nascido em Itamirim, povoado de Itabuna, hoje cidade de Firmino Alves, Fernando Gomes de Oliveira, o Fernando Cuma, cinco vezes prefeito de Itabuna, duas vezes deputado federal, nos deixou em junho de 2022, aos 82 anos, mas marcou época.
Estilo falastrão, sem papas na língua, era tido como ignorantão e o chamavam de Fernando Cuma, o que o marketing dele adotou logo de saída.
Lá um dia, início dos anos 80, o cacau ainda no auge como grande motor da economia baiana, ele deflagrou a campanha para a criação do Estado de Santa Cruz, que pretendia criar novo estado, tendo Itabuna como capital, dividindo a Bahia.
Um repórter o entrevista:
– O senhor pretende ser o governador do novo estado?
– Para mim será uma honra ser o primeirão.
– E o projeto passa?
– A Bahia é contra, vai perder muito, e esse é o principal problema.
– E se não passar?
– Eu fico como estou, prefeito da capital.
Colaborou: Marcos Freitas
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