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A importância do crédito para economia baiana

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Rosane Manica*
Por Rosane Manica*
Imagem ilustrativa da imagem A importância do crédito para economia baiana
Foto: Divulgação

Quando pensamos na economia da Bahia, olhamos para suas fábricas, seus portos, suas lavouras, sua gente criativa. O que quase não enxergamos é o que sustenta tudo isso por baixo: o crédito.

A Bahia é a maior economia do Nordeste. Temos o agronegócio do oeste, o polo petroquímico de Camaçari, uma fronteira crescente de energias renováveis, o turismo e a economia criativa. Mas, por trás de cada um desses vetores, há um fator quase oculto que decide quem cresce e quem estagna: o acesso ao capital.

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Durante décadas, o crédito no Brasil foi tratado como recurso de emergência, algo a que se recorria quando as coisas, de alguma forma, saíam do controle. Essa é uma lógica reativa e cara. O empresário que só busca financiamento na crise paga mais, negocia em posição fragilizada e, muitas vezes, compromete o futuro do negócio para sobreviver ao presente.

Economias maduras operam ao contrário: enxergam o crédito como infraestrutura de planejamento. É o capital de giro que permite a uma pequena indústria aceitar um pedido maior, o financiamento que antecipa uma safra, o recebível que vira investimento em vez de espera. Créditobem usado não deve ser encarado como dívida, mas sim como uma alavanca de crescimento.

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O mercado de capitais amplia essa lógica. Quando uma empresa acessa instrumentos estruturados de financiamento, deixa de depender exclusivamente do sistema bancário tradicional e passa a dialogar diretamente com investidores. Isso democratiza recursos e, sobretudo, profissionaliza a gestão. Quem quer atrair capital precisa organizar números, demonstrar governança e pensar no longo prazo.

Aqui mora uma oportunidade estratégica para a Bahia. Temos vocação produtiva, mas ainda dependemos demais de crédito decidido fora do estado, com parâmetros que nem sempre compreendem a nossa realidade. Construir um ecossistema financeiro regional (instituições, fintechs e instituições de pagamento que conhecem o negócio baiano por dentro) deve fazer parte do mesmo projeto de construir estradas ou qualificar mão de obra.

Foi com essa convicção que decidi criar o Bahia Bank como uma estrutura que enxerga as finanças como ferramenta, não apenas de auxílio às empresas, mas para impulsionar a Bahia a construir seu próprio futuro.

O desafio dos próximos anos é garantir que boas ideias não morram por falta de capital. Crédito e mercado de capitais não são assuntos só de economistas. São, cada vez mais, a diferença entre uma região que imagina o seu futuro e outra que o constrói.

*CEO do Bahia Bank

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