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São João: a economia por trás da festa

Confira a coluna Made in Bahia

Carlos Falcão
Por Carlos Falcão
São João no Pelourinho
São João no Pelourinho - Foto: Raphael Muller / Ag. A TARDE

O São João não é apenas uma das maiores manifestações culturais da Bahia, mas também uma força econômica. A cada ano, a festa movimenta bilhões de reais, atrai milhões de visitantes e impulsiona setores estratégicos como turismo, comércio, agricultura, transporte e serviços. Mais do que tradição e entretenimento, os festejos juninos representam um poderoso motor de geração de renda, empregos e desenvolvimento para centenas de municípios baianos.

Em 2026, o governo do estado pretende destinar mais de R$ 146 milhões para apoiar a realização das festas em 282 municípios baianos. Os números impressionam. De acordo com estimativas do setor de turismo, o São João deve movimentar entre R$ 2,1 bilhões e R$ 2,5 bilhões na economia baiana este ano, consolidando-se como o segundo maior evento econômico do calendário festivo brasileiro, atrás apenas do Carnaval. Em 2025, cerca de 1,8 milhão de visitantes circularam pelo território baiano durante o período junino, injetando aproximadamente R$ 2,3 bilhões na economia estadual. A expectativa para 2026 é superar esses resultados.

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O impacto é percebido principalmente no interior do estado. Cidades como Cruz das Almas, Amargosa, Santo Antônio de Jesus, Senhor do Bonfim, Ibicuí, Irecê, Jequié e Serrinha recebem milhares de visitantes, registrando altas taxas de ocupação hoteleira e forte crescimento no consumo local. Restaurantes, bares, pousadas, supermercados, postos de combustíveis e pequenos comerciantes experimentam um aumento significativo no faturamento durante o período.

Outro aspecto relevante é a geração de empregos. Os festejos criam milhares de vagas temporárias para músicos, técnicos de som e iluminação, montadores de estruturas, seguranças, ambulantes, motoristas, garçons, profissionais da limpeza e trabalhadores do setor de turismo. Para muitas famílias, a renda obtida em junho representa um importante complemento financeiro para os meses seguintes. A União dos Municípios da Bahia destaca que os festejos aquecem setores como comércio, agricultura, turismo e serviços, ampliando a arrecadação municipal e fortalecendo a economia local.

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A agricultura familiar também é beneficiada. O aumento da demanda por milho, amendoim, mandioca, licores, frutas e outros produtos típicos impulsiona a produção rural, fortalecendo pequenos produtores e cooperativas espalhados pelo interior baiano. Trata-se de uma cadeia econômica que conecta o campo às cidades, distribuindo renda de forma descentralizada.

O São João é muito mais do que uma celebração tradicional, mas também um importante motor da economia baiana, que transforma cultura em desenvolvimento, criando oportunidades, ampliando a arrecadação dos municípios e contribuindo diretamente para o crescimento econômico da Bahia.

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