Busca interna do iBahia
HOME > colunistas > PAPO PET

PAPO PET

Usar comedouro suspenso exige prescrição veterinária

Especialistas explicam que vasilhames elevados só devem ser adotados por recomendação médica

HIlcélia Falcão
Por HIlcélia Falcão
Imagem ilustrativa da imagem Usar comedouro suspenso exige prescrição veterinária
Foto: Arquivo pessoal

Esqueça tudo o que você viu pelas redes sociais sobre 0 uso de comedouros elevados pelos pets. Não, eles não são indicados para todos os bichos, Especialistas ouvidos pela PAPO PET são unânimes em afirmar que usá-los em cães jovens e saudáveis, por exemplo, sem indicação veterinária, não é condição para evitar lesões.

Na verdade, eles são recomendados em situações específicas e devem ser personalizados. “Não podemos afirmar que todo cão ou gato necessita de um comedouro elevado. Para animais saudáveis, alimentar-se com o recipiente próximo ao chão pode ser perfeitamente adequado”, explica a médica veterinária Lorena Sampaio, coordenadora de Medicina Veterinária da Unifacs, campus Santa Mônica, em Feira de Santana.

Tudo sobre Papo Pet em primeira mão! Compartilhar no Whatsapp Entre no canal do WhatsApp.
Imagem ilustrativa da imagem Usar comedouro suspenso exige prescrição veterinária
Foto: Arquivo pessoal

Segundo ela, a elevação pode ser uma adaptação interessante para alguns pacientes, especialmente idosos ou animais com dificuldades para abaixar a cabeça, dor cervical ou alterações articulares.

Patas curtas

O dachshund Kibe, 1 ano, utiliza o comedouro suspenso por recomendação médica. “Utilizamos preferencialmente comedouros suspensos, posicionados a aproximadamente 5 cm do chão” explica a engenheira Roberta Spinelli que, junto com a irmã, a arquiteta Liliana, adotou a medida por orientação da clínica onde o cão realiza fisioterapia preventiva, a Reabavet.

“Optamos por esse tipo por ele ser um cão de patas curtas e pertencente a uma raça com maior predisposição a problemas de coluna”, explica. Ela afirma que o objetivo é evitar que ele precise abaixar excessivamente o pescoço durante as refeições, buscando proporcionar uma postura mais confortável. “Passamos a utilizá-lo por recomendação da clínica onde ele realiza fisioterapia”, conta.

Imagem ilustrativa da imagem Usar comedouro suspenso exige prescrição veterinária
Foto: Arquivo pessoal

Idosos

“As próprias diretrizes de cuidados geriátricos consideram a elevação dos recipientes de alimento e água entre as possíveis adaptações ambientais para melhorar conforto e mobilidade”, afirma o médico veterinário Lucas Nogueira Paz, doutor em Ciência Animal dos Trópicos, docente da Unifacs.

Os veterinários explicam que a postura durante a alimentação faz parte da mecânica corporal do animal. Para alcançar o alimento, há participação da coluna cervical, musculatura do pescoço, membros anteriores e articulações. “Eu não considero correto dizer que todo cão ou gato precisa de um comedouro elevado para ter uma postura adequada”, diz, taxativo, o médico veterinário comportamentalista Rafael Ramos.

Ele afirma que “canídeos podem consumir alimentos no nível do solo e felinos também assumem naturalmente posições baixas durante a alimentação.”

Então, conforme explica, não existe uma necessidade fisiológica de manter o alimento elevado simplesmente porque o animal é doméstico. “A elevação pode ser uma adaptação interessante para alguns pacientes, especialmente idosos ou animais com dificuldades para abaixar a cabeça, dor cervical ou alterações articulares”, explica Lorena Sampaio.

O gerente de projetos de TI César Neto, 31 anos, prefere usar os comedouros tradicionais para os seus dois cães, o labrador Danete e o basenji Tesla. “O Tesla come em cima do sofá — eu coloco o comedouro no braço do sofá, então o pote fica na altura do braço, bem acima do chão. “O Dante come no chão, com o comedouro direto no piso. Os dois usam comedouro interativo, aquele modelo com "obstáculos" internos que obriga o cão a comer mais devagar”, conta.

Ele acredita que os fatores que mais pesam na escolha são a raça e a idade. “Algumas raças têm maior predisposição a problemas de articulação, e um cão mais velho tende a ter mais dificuldade para se abaixar até o chão. Nessas situações, a altura do comedouro pode fazer diferença no conforto”, afirma.

A visão casa com o que diz o veterinário Rafael Ramos. “Um dos erros é acreditar que existe uma regra única para todos os animais. Às vezes o tutor compra um comedouro elevado porque ouviu que é melhor para a coluna”, disse. Por isso, primeiro identifica-se a doença ou limitação e depois adapta-se o ambiente à necessidade do paciente.

DR. PET

Veja quais os tipos de vasilhames mais indicados

Além da altura, o formato e o material do comedouro fazem diferença? Entre louça ou cerâmica, plástico e metal inoxidável, quais características devem ser consideradas na escolha?

Higiene, segurança, estabilidade e facilidade de limpeza são mais importantes do que simplesmente escolher pelo aspecto estético. O aço inoxidável de boa qualidade é uma excelente opção porque é resistente, não poroso e fácil de higienizar. Cerâmica pode ser uma boa escolha, desde que esteja íntegra. Quando começa a apresentar trincas ou lascas, deve ser substituída. Recipientes plásticos porque eles riscam com facilidade e esses pequenos danos podem dificultar uma higienização.

E no caso dos felinos, o que é recomendável?

Nos gatos, também podemos observar a preferência individual pelo formato do recipiente. Pratos mais largos e rasos são frequentemente recomendados. Recursos como alimentação, água, descanso e caixa sanitária devem ser distribuídos considerando segurança, tranquilidade e preferências do animal.

Siga o A TARDE no Google Notícias e receba os principais destaques do dia. Google Noticias Siga o A TARDE no Google Noticias

Compartilhe essa notícia com seus amigos

Compartilhar no Whatsapp Compartilhar no Facebook Compartilhar no Email

Tags

papo pet Recomendação Médica

Relacionadas

Mais lidas