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A briga agora é pela paternidade do metrô

Levi Vasconcelos
Por Levi Vasconcelos
| Atualizada em
Ministro Bruno Araújo (D) andou de metrô acompanhado do prefeito ACM Neto
Ministro Bruno Araújo (D) andou de metrô acompanhado do prefeito ACM Neto - Foto: Margarida Neide l Ag. A TARDE

A presença do ministro Bruno Araújo (Cidades) na visita às obras do metrô de Salvador, acompanhado de ACM Neto, é o mais novo (e ousado) round da briga política baiana, com a oposição querendo desbancar Rui Costa do governo em 2018.

O metrô foi gestado no governo Wagner com Lula-Dilma ainda presidentes.

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Aliás, Wagner até reforça que na época da licitação da PPP recusou a proposta da dupla Odebrecht-OAS de aumentar o preço da obra em R$ 1 bilhão. E Rui ostenta a propaganda obra tamanho G é do governo.

A oposição diz que Neto fez tanto ou mais, porque só de renúncia fiscal perde R$ 2,5 bilhões ao longo de dez anos, sem falar que, só com o repasse da Companhia de Transportes de Salvador (CTS) para o estado, Salvador abriu mão de R$ 855 milhões. Em síntese, Neto ataca na obra cuja paternidade é atribuída ao governo que mais lhe incomoda.

Rui foi convidado para a visita de quinta, 9, mas avisou que tinha outro compromisso.

Leão e a prioridade - Ao chegar ao trem que conduzia Neto e o ministro Bruno Araújo, João Leão, o vice-governador, sentou numa das cadeiras vermelhas dizendo:

– Senta que o leão é manso.

Aconselharam ele a mudar para uma cadeira azul, a das prioridades. E Neto perguntou: 'Você está com 50 e quantos, Leão?'. E ele: '71'.

Água pouca

Ao ser abordado nesta quinta em Vitória da Conquista pelo jornalista Anderson Oliveira, do Blog do Anderson, sobre a crise hídrica na cidade, Rui Costa foi bastante incisivo:

– Falta água porque não tem água. Há sete anos não chove regularmente na Bahia.

Ele diz que lá a solução definitiva só quando for construída a Barragem do Catolé, obra já licitada, ao custo de R$ 200 milhões.

Um cara que ganhou dinheiro na Petrobras não pode ser considerado a mesma coisa que aquele que ganhou cem pratas para se eleger

Não sei como vai corrigir isso. É uma moral nacional

Hage e Moro

Jorge Hage, ex-prefeito de Salvador, ex-deputado e por 12 anos ministro-chefe da CGU, esteve esta semana com o juiz Sérgio Moro depondo como testemunha de Lula.

Contou tudo do seu período na CGU, todo o período de Lula na presidência e mais o primeiro mandato de Dilma.

O balanço resultou num cabedal de corrupção que significou a demissão de cinco mil servidores públicos. A relação entre os dois oscilou entre a cordialidade e o respeito.

Extinção - Ainda no governo Dilma, com a saída de Jorge Hage, a CGU começou a definhar. Foi extinta por Temer em maio do ano passado, numa das primeiras medidas assim que ele foi efetivado na presidência.

Funcionários disseram que isso só interessa aos corruptos. E parece que é.

Medrado lá

Marcos Medrado, hoje diretor do Procon, diz que está pronto para assumir o mandato de deputado federal com a vinda de Tia Eron (PRB) para o secretariado de ACM Neto e a ascensão de Antônio Imbassahy (PSDB) para o ministério de Temer, mas se pintar:

– Não tenho compromisso com ninguém, apenas vou exercer um direito.

Medrado, hoje no PR, disputou a eleição de 2014 pelo Solidariedade. Depois de ter fechado com Rui, o deputado Paulinho da Força, dono do partido, obrigou a legenda à força a apoiar Paulo Souto.

POUCAS & BOAS

No momento em que o governo cogita um plano de saúde meia-boca (direito só a consultas), o professor Nelson Preto realiza segunda na Escola Politécnica da Ufba (19h) mais uma edição do Polêmicas Contemporâneas com um tema instigante: Mercantilização da saúde e medicalização da sociedade.

Na mesa, Lygia Viegas, da Faculdade de Educação, Maurício Barreto, professor da Ufba (ISC) e pesquisador da Fiocruz, Rosa Garcia Lima, do Conselho Regional de Medicina, e Marcos Antônio Sampaio, do Conselho Estadual de Saúde. A pedida é boa.

O Cine Camaçari, a prefeitura e estação ferroviária formam o núcleo do mix que o prefeito Antônio Elinaldo (DEM) vai tombar para preservar o centro histórico de Camaçari. Ele diz que o foco principal é preservar a história.

A Ambev lançou, em parceria com a Rede Brasil do Pacto Global da ONU, a Fundación Avina e a Carbon Trust, o Saveh (Sistema de Autoavaliação da Eficiência Hídrica), plataforma online inédita. Oferece gratuitamente um sistema que ensina empresas que usam água no processo produtivo a economizar.

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