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A Odebrecht e o fim da pirataria nas eleições

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Em comunicado oficial, a Odebrecht pediu desculpas ao país e admitiu ter cometido “práticas impróprias” em sua atividade empresarial
Em comunicado oficial, a Odebrecht pediu desculpas ao país e admitiu ter cometido “práticas impróprias” em sua atividade empresarial - Foto: Yasuyoshi Chiba l AFP PHOTO

Um grande empresário nos conta que talvez a ficha ainda não tenha caído para o mundo político no fato da Odebrecht ter pedido desculpas, e admitido que errou, não importando se tenha cedido a pressões.

Ela, a maior empreiteira do país, simplesmente está dizendo que o jogo da forma como era jogado acabou.

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Era assim: as construtoras combinavam entre si a partilha das grandes obras. Na 'licitação', todas concorriam, sempre jogando os preços para cima, com a vencedora previamente acertada, dando o menor. Era do superfaturamento (e os sucessivos aditivos), que fluia o dinheiro para vitaminar o jogo político.

Como nesse jogo não tem Irmã Dulce, o toma lá, dá cá, estava instituído. De alguma forma, já se disse, o financiamento das campanhas sempre foi público, embora pirata.

Mais: os novos executivos das empresas, substitutos dos que estão presos, não querem nem saber de falcatruas. É o medo da cadeia.

Ainda há muita água para rolar, incluso o sofrimento popular pagando a conta dos desatinos, mas uma coisa é certa: o Brasil daqui por diante jamais será o mesmo.

Fogo amigo

No lançamento em Salvador da Quinzena Construcard, programa da Caixa para financiamento de pequenas reformas residenciais, o presidente da Fecomércio-BA, Carlos Andrade, deu um "puxão de orelha" em sua parceira na iniciativa no estado:

— Muitas vezes, a gente reclama que a Caixa e, também, o Banco do Brasil são muito devagar na liberação de crédito. Como farmacêutico (ele é dono de uma rede de farmácias), digo que isso deve ser visto, no momento, como um remédio que a gente precisa o quanto antes, pois se demorar agrava a doença de quem tem que lidar com desemprego e pagar salários.

"Não existe alternativa para o PSDB a não ser o governo dar certo. Não há plano B"

Aécio Neves, ao recusar a Secretaria de Governo que iria para Antonio Imbassahy e insinuar que o partido quer o lugar de Henrique Meirelles, na Fazenda.

"Se houver a queda da pinguela, é este congresso, sem popularidade, que vai ter que eleger alguém"

Fernando Henrique Cardoso, falando das dificuldades de Temer e defendendo que o Congresso aprove uma emenda prevendo a convocação de eleições diretas já.

Super-salários

O juiz Manoel Ricardo Calheiros D'Ávila, da 5ª Vara da Fazenda Pública, deu a Rui Costa um presente de grego: num momento em que a maioria dos Estados passa dificuldades e a Bahia se equilibra no limite para pagar salários e 13º em dia, ele determinou a inclusão, na folha, de benefícios para nove policiais militares (fruto de reajustes em sucessivos anos com repercussões no soldo e na GAP), que abre brecha para nova casta de super-salários.

Um pulou de R$ 19.301 para R$ 86.467, outro de R$ 13.137 para R$ 57.923.

TJ carimba — A PGE pediu efeito suspensivo, mas a 2ª vice-presidente do TJ, Lícia de Castro Laranjeira, negou.

É aí que está o problema da PEC 55. Conter despesas, é correto. O problema é onde cortar. A máquina pública é cheia de super..

Epigrama da lavanderia

Na calada da noite de terça última a Câmara desfigurou o pacote anticorrupção que o MPF propôs e ainda incluiu a possibilidade de punição de promotores e juízes, numa tentativa, de boa parte dos deputados, de livrar-se da acusações da Lava Jato.

Antonio Lins acha que as excelências querem transformar a Pizzaria Congresso Nacional" em uma grande lavanderia para lavar suas mazelas. E mandou o epigrama: Mais uma pizzaria

Com "pizza" na dita cuja,

Pode virar lavanderia

Com muito mais roupa suja

POUCAS & BOAS

Há algo mal resolvido no trânsito ao final da Paralela. Todo dia, o engarrafamento. A culpa é da confluência com a entrada de Stella Maris, um gargalo.

POLÍTICA COM VATAPÁ

Vacina

Essa quem contava era o saudoso Newton Macedo Campos.

Octávio Mangabeira, governador, descia a Rua Chile, a pé, avistou do outro lado Nilson de Olivar Cesar, o Pixoxó, jornalista, bom amigo, bom companheiro e bom vivant, estrela do Tabaris, Praça Castro Alves, o point vip da boêmia soteropolitana, que estava tomando umas.

Deu sinal para a comitiva parar, atravessou a rua, estendeu a mão a Pixoxó:

— Como vai, Nilson?

— Vou indo, governador.

Voltou, alguém o questionou:

— Mas governador, o senhor parar para falar com Pixoxó bêbado?

E Mangabeira:

— Vacina, meu caro. Se eu não fosse ele berrava de La: qualé a sua, Mangaba?!

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