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TEMPO PRESENTE

A seca como vai, um flagelo nunca visto

Levi Vasconcelos
Por Levi Vasconcelos
| Atualizada em
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. - Foto: Marcello Casal Jr. | Ag. Brasil

Na Assembleia, onde deságuam todos os humores e dissabores dos quatro cantos da Bahia, é consenso: a seca que castiga o estado é um fenômeno nunca antes registrado.

1 – O deputado Eduardo Salles (PP) diz que dos 564.733,177 quilômetros quadrados do estado, 60% ficam no semiárido, mas a falta de chuva bate em todo lugar. "Em Itamaraju, Itanhém e Guaratinga, municípios litorâneos, estão usando carros-pipa".

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Tom Araújo (DEM), que é de Conceição do Coité, região sisaleira, diz que as empresas que trabalham o sisal, uma das plantas mais resistentes à seca, estão fechando, espalhando desemprego em massa. Os deputados decidiram montar uma força-tarefa suprapartidária para pedir ajuda a Temer, Rui Costa e mais quem possa.

A reza até agora não tem surtido efeito.

Rádio Câmara

Leo Prates (DEM), presidente da Câmara de Salvador, bateu o martelo ontem em Brasília com o deputado Rodrigo Maia (DEM), presidente da Câmara dos Deputados, para instalar a Rádio Câmara (que já tem tevê).

Pelo acordo, a Câmara dos Deputados vai passar a tecnologia, ao preço de R$ 1 milhão, e a Câmara de Salvador cede o espaço.

Prates conta com a ajuda do deputado Márcio Marinho (PRB), que vai ser o secretário de Comunicação da Câmara dos Deputados.

Portas abertas

Marcos Medrado, hoje diretor do Procon, só não vai ser deputado federal na vaga de Antônio Imbassahy (que virou ministro) se não quiser. O pastor Luciano Braga, que era do DEM, mudou para o PRB. A articulação foi feita por ACM Neto, para acabar a queixa do partido, que ficaria com um deputado a menos com a vinda de Tia Eron para o secretariado dele.

Medrado é o segundo suplente. Com Imbassahy e Tia Eron fora, a vaga é dele.

Se eu for me preocupar com isso, não faço mais nada. Não estou preocupado. Cada Poder cuida de uma coisa

O Brasil está em quinto lugar no assassinatode mulheres

Agroinquietação

Representantes de entidades ligadas ao agronegócio e empresariais procuraram Jaques Wagner, secretário do Desenvolvimento Econômico, e vão dizer o mesmo a Rui Costa: que a eventual nomeação de Célio Costa Pinto, ex-superintendente do Ibama, para o Inema, como se cogita, é muito mal vista pelo setor. João Lopes Araújo, presidente da Associação dos Produtores de Café, resume o sentimento:

– Ele no Ibama não acatava a legislação estadual, dizendo que era ultrapassada. Agora é ele que vai aplicar essa legislação?

Longo reinado - Célio Costa Pinto reinou absoluto no Ibama durante nove anos e meio, nos governos de Lula e Dilma.

Saiu em julho deste ano, na era Temer, dizendo que o critério para afastá-lo foi político. E que realizou bom trabalho.

Ex-babá

Pouco mais de um mês depois de ter deixado a presidência da Assembleia, o deputado Marcelo Nilo (PSL), que em 2018 ápretende disputar um mandato de deputado federal, diz que repaginou a sua estratégia política:

- Antes eu era babá de deputado. Ficava correndo com eles no governo, nos tribunais de contas e por aí. Agora sou dos meus vereadores, prefeitos e cabos eleitorais.

Neoindependente

Decano da Assembleia, com nove mandatos consecutivos, e integrante da bancada do PSL que se declarou independente do governo, o deputado Reinaldo Braga tem sido alvo de piadas dos colegas.

Dizem que desde o governo Luiz Viana Filho, quando estreou, é a primeira vez que vai ser independente. Sempre foi governo.

POUCAS & BOAS

Rui Costa comemorou o Dia Internacional da Mulher ontem tomando o café da manhã com seis das oito deputadas estaduais: Ângela Souza, Luiza Maia (PT), Ivana Braga (PSD), Fabíola Mansur (PSB) e Neuza Cadore (PT), além da procuradora de justiça do estado Ediene Lousado e da primeira-dama, Aline Peixoto. Faltaram Fátima Nunes e Maria Del Carmen, ambas do PT, que estavam viajando.

Ricardo Alban, presidente da Fieb, avalia que a queda do PIB em 3,6% é resultado direto do freio no consumo, que provocou recuo generalizado na produção industrial. Em suma, é efeito cascata: o desemprego galopante significa menos gente comprando, tudo alimentado pela crise política vitaminada pela Lava Jato.

Colaborou: Patrícia França

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