TEMPO PRESENTE
Catadores de latinhas, a banda pobre da folia
Os catadores de latinhas, aquele pessoal que sai no fim da folia pegando o lixo reciclável da festança, principalmente a joia da coroa, as latinhas de cerveja e refrigerantes, e quase nunca é notado, vão ter tratamento diferenciado, para melhor, este ano.
Os 1.500 cadastrados pelas cooperativas Cata Bahia e Comapet terão direito a farda, comida e o Espaço de Convivência da Defensoria Pública, em Ondina, para colocar os filhos.
Diz a secretária do Trabalho, Emprego e Renda, Olívia Santana, que o governo investiu algo em torno de R$ 800 mil para organizar as cooperativas:
– É um trabalho importante, que estamos aprimorando, mas infelizmente de muito pouca visibilidade.
Pode não ter a visibilidade pretendida na imensidão da festança momesca, mas, com certeza, os beneficiados agradecem, como Antônio Santos, o Bicudo, morador da Fazenda Coutos, um dos catadores:
– Estamos virando gente. Antes, as pessoas nos confundiam com o lixo. As pessoas nos humilham. Merecemos respeito.
Volume — A julgar pelo que diz a Limpurb, trabalho é que não falta para os catadores. Ano passado, o Carnaval produziu 1.490 toneladas de lixo – 15 toneladas de latas de alumínio, 8,5 t de garrafas PET e 3,5 t de latinhas de aço.
Olho na festa — Desembarcaram ontem em Salvador a representante da ONU Mulheres no Brasil, Nadine Gasam, o da Organização Pan-Americana da Saúde, Joaquim Molina, e o professor da Universidade de Paris, Jean David Avenel.
Tendo como anfitriã a secretária Olívia Santana, eles vão observar o Carnaval de Salvador. Além do desfile dos trios nos circuitos Barra-Ondina e Campo Grande, vão ver a saída do Ilê Aiyê e do Olodum.
Hoje, visitam o Hospital da Mulher.
As tubulações e bombas que foram utilizadas no Cantareira agora estão servindo à população da Paraíba e de Pernambuco
Nunca estive com Geraldo Alckmin, conheço ele de vista
Geddel no ar
Radialista a vida inteira, Herzem Gusmão (PMDB) assumiu a prefeitura de Vitória da Conquista em janeiro, mas não perdeu o hábito do ofício: rigorosamente entra no ar, no programa Resenha Geral e também em outros, e solta o verbo. Geddel é figura constante nas falações. Herzem já disse que a saída dele de Brasília muito prejudicou, mas ressalva:
– Mesmo assim, ele ajuda muito. O aeroporto vai sair. Geddel vai resolver.
O deputado Zé Raimundo (PT), que perdeu a eleição para Herzem, diz que vai perguntar à Justiça se isso pode.
Caça-bagulho — Um dos atos de governo que Herzem anunciou foi a Operação Caça-bagulho:
– Se você tem geladeira e fogão velho, pode botar na porta que o caça-bagulho vai pegar.
Cartão de ponto
Assim que o Carnaval passar, quando a vida política e administrativa reassume o seu curso normal, os deputados baianos vão ter novidades no dia a dia parlamentar.
A mesa diretora, presidida por Ângelo Coronel (PSD), que se reúne religiosamente todas as quartas, já decidiu: deputado que faltar nas sessões plenárias e das comissões vai sofrer cortes nos subsídios da ordem de 4% para cada, o que pode totalizar 8%.
Ou seja, é o cartão de ponto para deputado oficialmente instituído.
POUCAS & BOAS
Evangélico, o deputado Samuel Lima (PSC) protocolou projeto de lei na Assembleia que isenta do pagamento de ICMS nas contas de água, luz, telefone e gás igrejas e templos de qualquer culto ou denominação em toda a Bahia.
No ano passado, o Senado aprovou projeto de lei que isenta instituições religiosas do pagamento de IPTU, mesmo que elas sejam locatárias dos imóveis. A iniciativa foi do então senador Marcelo Crivella, hoje prefeito do Rio.
Protagonista de um dos mais animados carnavais da Chapada Diamantina, Piatã está fora da folia este ano. O prefeito Edwilson Oliveira (PTB), diz que o município está em crise e tem outras prioridades, como a reforma do Hospital Municipal, velha aspiração.
Se Piatã não tem, Rio Contas, também na Chapada, que é tradicional na folia, tem. Lá, a festa começou ontem e vai até terça, quando acontece o tchan da festa, o concurso de caretas. Com apoio do governo e da Bahiatursa, a prefeitura contratou mais de 15 atrações.
Colaborou: Luan Santos