TEMPO PRESENTE
Livro narra histórias de mulheres do axé
Publicação reúne 30 ekédes narrando trajetória religiosa, social, política e a dedicação humanitária


O protagonismo feminino no candomblé estará representado no Livro de Ouro das Ekedes, função exclusivamente exercida por mulheres, em contato com os encantados, voduns ou orixás, a depender da filiação.
Segundo uma das co-autoras, ekede Patrícia Pinheiro de Ogum, o lançamento pela editora Folha de Ouro, será no Rio de Janeiro, mas em seguida será marcada uma noite de autógrafos na Bahia.
A publicação reúne as histórias de 30 ekédes de vários estados, narrando aspectos das trajetórias de vida religiosa, social, política e a dedicação humanitária das personagens representativas desta atuação pouco conhecida.
– Quero agradecer a ekéde Débora, coordenadora nacional da Undeke, entidade que reúne todas as coordenações regionais, e também a Editora Folha de Ouro, pelo convite feito a mim para participar do livro e parabenizar a todas as ekedes que fazem parte desta obra inédita – disse a ekéde Patrícia Pinheiro de Ogum.
Organização das ekedes – As ekedes vêm se organizando em entidades, com a nomeação de representantes para as diversas regiões, como já vem ocorrendo na Bahia.
Estas mulheres desempenham tarefas para muito além da obrigação religiosa, pois auxiliam as Ilê axé (“casas de força”) em questões as mais diversas, incluindo aquelas de ordem civil, social, policial e jurídica.
A entidade nacional Undeke coordena toda a rede de mulheres afro-religiosas, do segmento de povos e comunidades tradicionais de terreiro, organizadas como forma de resistência ao persistente racismo estrutural.
“Não tem nada mais exemplar, para governar um país, do que o comportamento de uma mãe, porque a mãe é a coisa mais solidária, mais sensível, é a coisa mais humana para cuidar do coletivo e da família”, Lula, candidato à Presidência, em fala a trabalhadoras em evento de sua campanha no Maranhão.
PL “Amazônia de Pé”
O projeto de lei (PL) de iniciativa popular chamado “Amazônia de Pé”, vem unindo a cidadania brasileira. O trabalho de ativismo ambiental é liderado pela ONG Nossas, ao estabelecer parcerias com lideranças locais, cientistas e especialistas em Amazônia de todo o País, com a proposta de proteger 57 milhões de hectares. Além da sobrevivência da região, importante mundialmente para conter os desequilíbrios climáticos, o texto da lei prevê mais segurança para os povos originários indígenas, ribeirinhos, quilombolas e pequenos produtores extrativistas. O objetivo é reunir 1,5 milhão de assinaturas físicas de brasileiros em pelo menos cinco estados diferentes para apresentação do documento ao Congresso Nacional em 2023, visando transformar em lei.
POUCAS & BOAS
- A segunda etapa da Copa Beach Soccer termina hoje na Praia de Ipitanga, em Lauro de Freitas. Com participação de oito times, o evento movimenta o local desde ontem com organização da Federação de Beach Soccer da Bahia (Fbseb), apoio da Superintendência dos Desportos do Estado da Bahia (Sudesb) e da Secretaria Municipal do Trabalho, Esporte e Lazer de Lauro de Freitas (Setrel). A primeira etapa foi na Praia da Armação, em Salvador, e a próxima será realizada em no município de Alcobaça, sul da Bahia, entre os dias 10 e 11 de setembro.
- Em Seabra, na Chapada Diamantina, a 28ª edição da Festa do Vaqueiro será encerrada hoje com shows no palco da Praça do Mercadão a partir das 19h. O domingo começa com concentração na praça para a Cavalgada, para saída às 10h até a igreja do Bom Jesus, onde acontece uma Missa Campal. De tarde tem corrida de argolinha ao lado da praça atendendo pedido dos vaqueiros da região, que abriram a festa ontem com a tradicional Corrida de Jegues.
- O 1º Festival Gastronômico Saberes e Sabores Grapiúnas movimenta hoje a Praça do Rio Cachoeira, no Beira Rio, em Itabuna, com pratos típicos da culinária regional. O evento, que foi aberto ontem, tem entrada gratuita, conta com atrações culturais e visa promover a cultura gastronômica da cidade. A promoção é da Secretaria de Turismo do Governo do Estado da Bahia (SETUR), com apoio da prefeitura local, da Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania (FICC) e da Associação de Bares e Restaurantes de Itabuna (ABRIR).