TEMPO PRESENTE
Maílson dá show na Fieb: defende Alckmin
Estrela maior do 4º Fórum de Oportunidades e Investimentos na Bahia, evento promovido pela Fieb e Grupo de Líderes Empresariais (Lide), Maílson da Nóbrega, economista e ministro da Fazenda do governo Sarney, deu um show. E arriscou fazer projeções para 2018:
– Lula, quando se tornar reú, ficará impossibilitado de se candidatar. Três nomes estão entre as melhores opções: Serra, Alckmin e Aécio. Acho o Alckmin o mais preparado, mas qualquer um dos três fará um bom governo. Só não podemos eleger é um aventureiro ou outsider, sem qualquer experiência, como o juiz Sérgio Moro ou Joaquim Barbosa. Se por acaso elegerem Ciro ou Bolsonaro, podem sentar no chão e chorar: não que o país vá para o brejo, mas com certeza vai perder muito tempo.
Ângelo Sá — Na primeira fila estava Ângelo Sá, ex-presidente do extinto Banco Econômico e ministro da Indústria e Comércio no governo de Ernesto Geisel. Ele lembrou:
– Foi Ângelo Calmon de Sá o responsável pela minha carreira no setor público, num período de muita aprendizagem para mim. Muito obrigada por sua competência.
Lula e a floresta — Maílson destacou os avanços nos governos militares. E arrematou:
– E tem ainda quem diga que nunca se fez tanto na história deste país. Só faltou Lula dizer que a Floresta Amazônica foi plantada no governo dele.
Rouba, mas faz — Também falou sobre a corrupção que assola o país.
– Antes, os brasileiros achavam que a corrupção era endêmica ao sistema político, mas hoje isso mudou. Antes, a gente até classificava corrupto bom e o corrupto mau. Para o bom (que fazia grandes obras), era aquela história: ele rouba, mas faz.
Essas emendas da meia-noite, que não permitem uma avaliação pela sociedade, não são apropriadas em se tratando de tema tão sensível
Excelências, os delinquentes vão adorar! Fiquem e botem pra quebrar!
A desculpa da Odebrecht
O pedido de desculpas que a Odebrecht publica hoje nos jornais suscita algumas reflexões. Ela diz que não importa se cedeu 'a pressões externas ou se há vícios que precisam ser corrigidos'.
Traduzindo: não importa se cedeu a pressão dos políticos ou se o esquemão era esse mesmo, o toma lá, dá cá. Mas errou e ponto.
E os políticos? — Claro está, pelo dito, que o jogo era um pau de dois bicos. Numa ponta, as empresas, na outra, os políticos.
E que fazem nossos políticos? Ao invés de terem a grandeza de admitir o erro e se desculpar, estão no Congresso tramando para assegurar a impunidade dos seus crimes.
Para passar o Brasil a limpo tem que botar na cadeia, também, políticos com mandato. Ao invés disso, eles nos governam. Pode?
Tudo em casa
No bojo da rearrumação que ACM Neto faz no time de governo, o pastor Luciano Braga (DEM), primeiro suplente de deputado federal na coligação DEM-PMDB-PSDB-PROS-PRB e PSC, está arrumando as malas para ir a Brasília.
O que se diz: a deputada federal Tia Eron (PRB) vai ser secretária e ele assume.
Em compensação, a vereadora Cátia Rodrigues (PMN), esposa de Luciano, vota em Leo Prates (DEM) para presidente da Câmara.
POUCAS & BOAS
O baiano que ganhou quase R$ 19 milhões na Quina parece ter acreditado na intuição antes de acertar a sorte grande. A casa lotérica onde ele fez a aposta, em Cajazeiras X, chama-se Persistência.
Com textos de Manoel José Ferreira de Carvalho, organizado pelo arquiteto Edvard Passos, a Edufba lança hoje (19h) na Faculdade de Arquitetura da Ufba o livro A cidade efêmera do carnaval. Antes (17h), o reitor João Carlos Salles e Edvard Passos participarão de uma mesa-redonda que terá também Paulo Costa Lima, Naia Alban, Álamo Pimentel e Merina Aragão, com a mediação de Fernando Guerreiro.
A Procuradoria da Prefeitura de Salvador publicou portaria avisando: vai executar os que devem de R$ 1 mil para baixo ao erário municipal, a grande maioria dos que estão na dívida ativa municipal. Diz que, se não fizer, estará praticando renúncia fiscal, o que é ilegal.
O presidente da Fieb, Ricardo Alban, vai dar coletiva quarta-feira (9h) para mostrar o desempenho da indústria baiana em 2016. O cenário não é bom: o PIB do setor caiu 3,6% contra 5% do país. No geral, o PIB brasileiro crescerá apenas 1%, um dos mais baixos do mundo.
Colaborou: Joyce de Sousa