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O passo na contramão da Câmara de Salvador

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Câmara aprova reajuste, mas em 2017 salários ficam congelados
Câmara aprova reajuste, mas em 2017 salários ficam congelados - Foto: Antonio Queirós | CMS | Divulgação

A aprovação do reajuste de salários do prefeito, vice e vereadores para 2018 ontem na Câmara de Salvador foi recheada de intrigas, futricas e picuinhas, dignas dos momentos mais lamentáveis de um parlamento. Veja:

1 — O presidente da Câmara, Paulo Câmara (PSDB), que sempre foi contra o reajuste, disse que estava em Vitória da Conquista e não sabia que ia ter sessão.

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2 — Já há decisões do STF considerando reajuste para valer fora do ano subsequente ao da aprovação inconstitucional e o Ministério Público, através da promotora Rita Tourinho, já avisou que vai judicializar o caso.

3 — Circulou que os fazendários, beneficiários do reajuste, por tabela, ameaçavam cruzar os braços caso não fosse aprovado, o que gerou preocupações para ACM Neto.

No mais, há a crise econômica do país.

No meio político, se diz que a crise política aduba a econômica, e por aí, as expectativas para 2017, com as 77 delações da Odebrecht, são as piores possíveis. A Câmara de Salvador vai na contramão, achando que em 2018 estará tudo joia. E tudo isso por causa de R$ 3 mil a mais no salário...

O desafio de Nilo

Em almoço de confraternização ontem com jornalistas, Marcelo Nilo (PSL) se mostrou muito confiante que dia 2 de janeiro conquista o sexto mandato consecutivo como presidente da Assembleia, um recorde.

Ele diz ter o apoio do PSL, partido dele, PT, PDT, PSB e PTN. Da base do governo, só não tem o PSD, que lançou Angelo Coronel, e o PP, com Luiz Augusto, mas conversa com a oposição e acha que há boas chances de entendimento.

Isso se o cenário permanecer como está. A longevidade no comando da Casa é o maior entrave a Nilo. E os adversários de hoje, os maiores cabos eleitorais, ao inverso.

Basta uma emenda constitucional antecipando as eleições, por que arrastar a crise por mais dois anos?

A gente tem que lembrar sempre dos que se foram, mas é preciso dar um passo para a frente

Para o alto

O secretário do Turismo do Estado, José Alves, colocou na entrada do seu gabinete uma imagem de Irmã Dulce.

Diz o pessoal do trade turístico que com um minguado orçamento de R$ 175 milhões na imensidão dos 564.733 mil quilômetros quadrados do território baiano, ele só teve um jeito: apelar para a ajuda da santa.

Audiência extra — E por falar em José Alves, ele vai amanhã pela manhã à Comissão de Infraestrutura da Assembleia para dar explicações sobre a situação do turismo na Bahia e principalmente sobre o impasse do Centro de Convenções.

O presidente da Comissão, Hildécio Meirelles (PMDB), ligou um a um para os integrantes da Comissão. Tem medo que a proximidade com o Natal atrapalhe.

Coxinhas e petistas

Petistas estão dizendo que, por indução 'da lógica', o vazador das delações é coxinha.

Na época do PT no poder, os vazamentos correram soltos e nunca pararam até Dilma cair. Agora, após a primeira das 77 da Odebrecht, a de Cláudio Mello, que atingiu em cheio o presidente Temer, a coisa parece ter estancado.

Em miúdos, antes era um por semana, às vezes mais. Agora só teve uma e parou.

Se é que parou, ressalte-se.

POUCAS & BOAS

* Um dos vencedores do prêmio Jabuti deste ano, o poeta e compositor Salgado Maranhão saiu do Rio para participar, no último fim de semana, de um sarau na Fazenda Pedra Só, em Iramaia, na Chapada. Além de recitar textos dele, o maranhense homenageou o conterrâneo Ferreira Gullar, morto recentemente. A inciativa foi do poeta José Inácio Vieira de Melo.

* O deputado Targino Machado (DEM) não aceita o título de campeão de faltas na Assembleia, como ontem foi noticiado. Ele cita que o sistema da Assembleia não contabilizou os 30 dias, de 1º a 30 de abril deste ano, quando esteve afastado por licença médica. No período, ele tratou de um problema na coluna.

* O secretário da Mobilidade, Fábio Mota, comandou ontem na Câmara de Salvador a segunda audiência pública para a regulamentação do mototáxi, projeto encaminhado pela Prefeitura e já aprovado. Só falta o Ministério Público opinar sobre algumas modificações para valer.

* O prefeito de Saúde, Antonio Fernando (PP), está deixando uma herança maldita para o sucessor Sérgio Passos (PSDB). Esta semana, a energia da Prefeitura foi cortada. E a do hospital só não foi porque os funcionários reagiram.

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