TEMPO PRESENTE
Olhos nos olhos entre Neto e Nilo
Marcelo Nilo (PSL) diz que é bom jogador de pôquer e, como tal, só de olhar para o olho, sabe se a pessoa o apoiará. Pois bem. Na noite de quarta, na casa de um amigo em comum, Nilo se encontrou com o prefeito ACM Neto em busca de apoio. São 18 deputados em jogo, já que dois opositores, Targino Machado (PPS) e Samuel Jr (PSC), já estão com ele.
A conversa foi boa. Como tem sido quando ele, por ocasião de algum evento, se encontra com Neto. Já chegaram a papear duas horas aguardando a então presidente Dilma em uma inauguração. E foi ao assunto.
Vinho – Argumentou Marcelo que a oposição teve “vez e voz”, participação efetiva na Mesa, espaço para debate, protestar, relatar projetos, e o que considera grande legado: respeito. E boa relação. Quando sai para beber um vinho, lembrou, são deputados da oposição que o acompanham. Crê que 90% da oposição fecha com ele. E que gostaria muito que Neto os liberasse para apoiá-lo.
Jogo – Neto, por sua vez, em tom amigável, lembrou do apreço e respeito que nutre por ele. Que está ouvindo os deputados e que, amanhã, pela manhã, teria uma posição.
Nilo olhou para os olhos de Neto e sentiu, como bom jogador de pôquer, que a oposição irá apoiá-lo. Pela maneira como conversaram, pelo gesto. Um dos maiores artifícios do pôquer é o blefe. No caso, Marcelo crê que Neto não está blefando.
Força – Nilo demonstrou força ao reunir em almoço, ontem, 25 deputados da base, além de depoimentos filmados de outros quatro que não puderam comparecer, sendo dois deles da oposição. Só aí, são 30, contando com ele. Para vencer é preciso 32 votos. Nilo aposta que terá 44.
Quero ser a poderosa do sertão e do litoral
Rito – A reunião da Mesa Diretora da Assembleia, hoje, às 10h, convocada por Nilo – a pedido de seu adversário, Ângelo Coronel (PSD) – definirá sobre o rito a ser adotado na eleição para a presidência.
O que se sabe com certeza é o seguinte: 1- o voto é secreto, por cédula, depositada em urna e apuração em voz alta. 2 - Vence quem tiver maioria simples. 3 - A eleição deve ocorrer, quando do terceiro ano da Legislatura, no dia 1º de fevereiro, às 14h30, de acordo com Artigos 7º e 2º do Regimento Interno da Casa, combinados.
Dando à luz
Após oito anos sem ter um parto sequer, o município de Santa Cruz Cabrália, na Costa do Descobrimento, Extremo-Sul da Bahia, voltou a dar crianças à luz este ano.
Já foram dois nascimentos somente em 2017, de acordo com o prefeito Agnelo Júnior (PSD). Ele conta que as mulheres grávidas da cidade eram encaminhadas para a vizinha Porto Seguro, pois a maternidade local estava desativada, por falta de estrutura. Agora, o serviço voltou a funcionar.
Tudo em casa – Agnelo, diga-se de passagem, é irmão da prefeita de Porto Seguro, Claudia Oliveira (PSD), que já está no segundo mandato. Claudia, por sua vez, é primeira-dama de Eunápolis. É isso mesmo: o prefeito de lá, Robério Oliveira (PSD), é o marido dela.
Fatia amiga
Nesta quinta, 26, ACM Neto foi comemorar o aniversário inaugurando a rua Luís Eduardo Magalhães, que liga a Paralela a Itapuã. Lá, foi surpreendido com bolo, velas e parabéns executado pela banda Tambores e Cores.
Na hora de dar o primeiro pedaço, correligionários se entreolharam na expectativa de quem seria o felizardo. Neto, que é político e dos bons, se saiu bem: deu a fatia para o líder comunitário Nilton Curió.
Por um – Erramos por um ano. O prefeito completou 38 anos e não 37, como dissemos na coluna de ontem. É que não aparenta.
Cidade do Saber na mira
A coisa está ficando feia para o lado do Instituto Professor Raimundo Pinheiro, que gerencia o programa Cidade do Saber, em Camaçari. Pode ter novidade hoje.
Nesta quinta-feira, 26, a Justiça determinou que os repasses sejam feitos ao instituto em juízo, já que este vem recebendo os recursos sem prestar contas do mês anterior. Com isso só vai receber os R$ 314 mil de janeiro da Prefeitura se prestar contas de dezembro.
Os repasses ao instituto foram um dos pontos que levaram à rejeição de contas de 2012 do ex-prefeito do município, Luiz Caetano (PT). O Instituto recebeu R$ 7,3 milhões, mas não prestou contas de R$ 852 mil.
colaborou Luana Almeida